A polêmica envolvendo a expulsão do atacante Folarin Balogun ganhou contornos políticos e diplomáticos durante a Copa do Mundo de 2026. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou diretamente das discussões sobre o caso ao procurar o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para buscar esclarecimentos sobre a punição aplicada ao jogador norte-americano.
Balogun havia recebido cartão vermelho na partida contra a Bósnia e Herzegovina, disputada na última quarta-feira (1). A expulsão ocorreu aos 18 minutos da segunda etapa, após revisão do lance pelo VAR. O árbitro Raphael Claus interpretou que o atacante atingiu o tornozelo de Muharemovic com um pisão e decidiu aplicar a punição máxima.
Segundo informações repassadas por uma autoridade norte-americana à TV Globo, o governo dos Estados Unidos apresentou novas informações que auxiliaram na análise do recurso apresentado. A mesma fonte destacou ainda que o julgamento não foi conduzido pela Fifa diretamente, mas por um painel independente responsável por avaliar o caso.
Após a revisão disciplinar, a entidade máxima do futebol optou por alterar a punição. Em vez de suspensão automática para a partida das oitavas de final contra a Bélgica, marcada para segunda-feira (5), às 21h (horário de Brasília), Balogun recebeu uma medida alternativa: ficará sob observação por um período de um ano. Caso volte a cometer uma infração considerada grave nesse prazo, a suspensão poderá ser reativada.
Nas redes sociais, Trump comemorou a decisão favorável ao atleta e afirmou: “Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça!”
Em entrevista coletiva, o presidente americano confirmo que pediu à FIFA pra anular a penalização. “Eu não sabia que diabos era um cartão vermelho. Quando eu descobri, eu disse: ‘só pode ser brincadeira. Isso é muito poder, é terrível”. Assista ao fim da reportagem.
A decisão também foi celebrada pelo técnico dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, que demonstrou forte discordância em relação à expulsão ocorrida diante da seleção bósnia.
“Fomos punidos o suficiente contra a Bósnia-Herzegovina ao jogar com um a menos por 30 minutos, em uma decisão completamente injusta. E não só porque sou o técnico da seleção dos Estados Unidos e preciso defender meu lado. É porque acredito que 99,9% das pessoas concordam que aquele cartão vermelho foi injusto”, declarou o treinador.
Para justificar a mudança da penalidade, o Comitê Disciplinar da Fifa recorreu ao artigo 27 de seu Código Disciplinar. O dispositivo prevê que a entidade possui autoridade para “suspender total ou parcialmente a aplicação de uma medida disciplinar”.
Do outro lado, a reação da Bélgica foi imediata. Em comunicado oficial, a Federação Belga de Futebol afirmou ter recebido a decisão com “surpresa” e argumentou que o regulamento estabelece suspensão automática para atletas expulsos.
Os dirigentes belgas citaram o artigo 66.4 do Código Disciplinar da Fifa, que determina que cartões vermelhos geram suspensão automática na partida seguinte, regra aplicada durante todo o torneio até agora. A federação também sustentou que a decisão contraria dispositivos previstos no regulamento da Copa do Mundo de 2026 e informou que avalia possíveis medidas sobre o caso.
Segundo a entidade, a discussão vai além de um jogador específico e envolve a preservação do “fair play” e a garantia de tratamento igual para todas as seleções participantes da competição. (Foto: reprodução vídeo; Fonte: GE)
🚨URGENTE – Trump diz que ligou para o presidente da FIFA para cancelar o cartão vermelho contra o jogador americano
“Eu não sabia que diabos era um cartão vermelho. Quando eu descobri, eu disse: ‘só pode ser brincadeira. Isso é muito poder, é terrível” pic.twitter.com/FlrETQv60A
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) July 6, 2026

