Ricos devem ganhar mais do que classes C e D no governo Lula, aponta estudo

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Será a classe ‘A’ do Brasil, e em menor grau a ‘B’, as maiores beneficiadas em aumento de renda neste Governo Lula III, de acordo com um estudo publicado pelo grupo ‘Tendências’. A reportagem é da Folha de SP.

Isso deve acontecer devido a uma conjuntura de taxas de juros; baixo dinamismo da economia; e espaço limitado no orçamento público para mais assistencialismo.

Hoje, entre os programas de mais destaque estão o ‘Bolsa Família’, com R$ 600 + R$ 50 por dependente menor de idade; e o recém-lançado ‘Pé-de-Meia’, uma nova bolsa agora para estudantes de baixa renda no ensino médio, que rende até R$ 9 mil a cada adolescente em três anos.

Entre dezembro de 2019 (antes da pandemia) e dezembro de 2023, o total de famílias beneficiárias do Bolsa Família saltou de 13,2 milhões para 21,1 milhões (+60%). Já o pagamento mensal subiu de R$ 2,1 bilhões para R$ 14,2 bilhões, respectivamente.

Segundo projeções da consultoria Tendências, porém, será a classe A que terá o maior aumento da massa de renda real (acima da inflação) no período 2024-2028: a projeção é 3,9% ao ano, algo que já ocorreu em 2023. Na outra ponta, a classe D/E evoluirá bem menos, 1,5%, em média ao ano.

A massa de renda é composta pela soma do rendimento habitual de todos os trabalhos, de transferências do Bolsa Família e benefícios sociais, da Previdência e de outras fontes de renda, como juros e dividendos.

Serão justamente os ganhos de capital dos mais ricos, empresários ou pessoas que têm dinheiro aplicado, que farão a diferença. Embora haja a expectativa de alguma queda da taxa básica de juro, a Selic, hoje em 10,75% ao ano, ela deve continuar relativamente alta.

No caso da classe D/E, o estudo do ‘Tendências’ não espera, nos próximos anos, índices de correção generosos para o Bolsa Família ou o salário mínimo devido ao espaço fiscal limitado que o governo Lula 3 dispõe.

Nos dois primeiros mandatos, Lula contou reformas estruturais no governo FHC (1995-2002), um período de forte crescimento da economia global e o ‘boom’ nos preços das commodities que o Brasil exporta, com a China comprando muito do agronegócio brasileiro.

A classe A, que segundo o estudo são famílias com rendimentos mensais próximos a R$ 25 mil por mês, é a menor no país. Soma apenas 4% dos domicílios. Ela deve ter aumento de ganho na ordem de 3,9%, entre 2024 e 2028.

Na sequência, a classe B terá ganhos de 3,5% no mesmo período; já a classe C aumentará a renda em 2,5% até 2028; por fim, a D terá somente 1,5% de ganho, isso já incluindo trabalho e ganhos de programas assistenciais, como o Bolsa Família. Veja mais abaixo!

 

 

No Brasil, o estudo aponta que 4% dos domicílios são de famílias da ‘Classe A’; a ‘Classe B’ são 15,7%; a ‘Classe C’ são 30,9%; já a ‘Classe D’ são 49,4%.

Já a participação da renda é distribuída da seguinte forma: 37,2% para Classe A; 21,8% para Classe B; 18,9% para Classe C; 22,1% para as classes D e E.

Já em relação à renda:
Classe A: superior a 24,4 mil
Classe B: entre 7,8 mil e 24,4 mil
Classe C: entre 3,2 mil e 7,8 mil
Classes D/E: até 3,2 mil

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