PT aciona PRF para barrar caminhada liderada por Nikolas Ferreira

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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (foto – PT-RJ), e o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) apresentaram um pedido formal de providências à Polícia Rodoviária Federal (PRF) com o objetivo de interromper a caminhada organizada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

A mobilização teve início em Paracatu, no interior de Minas Gerais, e tem como destino final Brasília, com chegada prevista para o domingo (25).



No documento encaminhado à PRF, os parlamentares petistas solicitam a adoção de medidas imediatas para conter o que classificam como um “risco concreto à segurança viária”.

Segundo eles, a manifestação ocorre ao longo de uma rodovia federal de grande fluxo de veículos, em trechos majoritariamente de pista simples, com utilização do acostamento e, em alguns pontos, invasão da pista de rolamento por participantes do ato.



Os deputados também chamam atenção para a presença de aeronaves acompanhando a caminhada. De acordo com o pedido, há registros de pousos nas margens da estrada, o que, na avaliação dos autores, amplia significativamente o risco de acidentes. Para Lindbergh Farias e Rogério Correia, o conjunto dessas ações configura uma conduta “grave, inaceitável e irresponsável”.

Nikolas Ferreira iniciou a chamada “caminhada pela liberdade” na segunda-feira (19). Desde então, o ato tem reunido parlamentares e apoiadores, com a adesão de ao menos 22 deputados identificados com a direita. A mobilização ganhou repercussão nas redes sociais e tem sido acompanhada por apoiadores ao longo do trajeto.



No pedido enviado à PRF, os parlamentares do PT sustentam que a manifestação foi organizada sem comunicação prévia às autoridades competentes, o que, segundo eles, expõe tanto os participantes quanto motoristas que trafegam pela rodovia a riscos à vida e à integridade física.

Lindbergh Farias afirmou que o direito à manifestação deve ser respeitado, mas destacou a necessidade de limites quando há perigo à segurança pública.



“Eles podem se manifestar onde quiserem, mas não podem colocar em risco a vida das pessoas. Façam essa mobilização onde quiserem, mas não desse jeito, sem autorização e colocando vidas em perigo”, declarou o deputado.

Agora, caberá à Polícia Rodoviária Federal analisar o pedido e decidir se adotará medidas para restringir ou interromper a caminhada, avaliando os riscos apontados e as condições de segurança ao longo do percurso até Brasília.

 

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