O professor de direito da USP e visitante em Harvard Carlos Portugal Gouvêa, de 43 anos, foi preso na quarta-feira (1) nos Estados Unidos, acusado de disparar um rifle de pressão com chumbinho próximo ao Templo Beth Zion, em Massachusetts, atingindo a janela de um carro estacionado. O episódio ocorreu no início do feriado judaico Yom Kippur.
Gouvêa foi acusado de disparo ilegal de arma de pressão, conduta desordeira, perturbação da paz e danos maliciosos à propriedade privada. Segundo o relatório policial, ele afirmou que estava caçando ratos na região, de acordo com o jornal Brookline News.
O professor é cofundador do Instituto Sou da Paz, criado em 1997 para reduzir a violência no Brasil, e também dirige o Instituto de Direito Global, voltado à pesquisa em ‘justiça social e ambiental’.
O incidente mobilizou mais de uma dúzia de policiais e ocorreu às 21h07, quando dois seguranças do templo ouviram dois tiros. Ao verificar a rua, encontraram Gouvêa segurando o rifle.
Durante a abordagem, houve uma “breve luta física”, e o professor fugiu para sua residência próxima ao templo, sendo posteriormente algemado na calçada.
A polícia encontrou a janela de um carro quebrada e um projétil dentro do veículo, mas não há indícios de que o objetivo fosse atingir o templo. Em comunicado enviado aos afiliados, a instituição religiosa afirmou que não há prova de motivação antissemita no incidente.
Após a prisão, Harvard colocou o professor em licença administrativa. Na quinta-feira (2), Gouvêa se apresentou ao Tribunal Distrital de Brookline, onde se declarou inocente de todas as acusações. (Foto: reprodução; Fonte: Poder360)

