O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) João Pedro Nascimento anunciou sua renúncia ao cargo na última sexta-feira (18), encerrando um ciclo de três anos à frente da autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda.
Sua gestão se encerraria apenas em julho de 2027, mas a saída foi antecipada por razões pessoais, conforme comunicado oficial da entidade.
“A CVM agradece a João Pedro Nascimento pelo período em que esteve no comando da autarquia e deseja sucesso em seus futuros projetos”, informou o órgão regulador, destacando que a interinidade ficará a cargo de Otto Lobo, atual diretor mais antigo da instituição.
Em nota divulgada à imprensa, Nascimento afirmou que sua gestão teve como foco ampliar o acesso da população ao mercado de capitais.
“Abrimos as portas para que mais brasileiros pudessem participar dos frutos do crescimento de companhias abertas, fundos e demais veículos de investimento. Além disso, demonstramos como mais empreendedores podem encontrar no mercado de capitais uma alternativa viável e eficiente de financiamento”, declarou.
Ao jornal Valor Econômico, o agora ex-presidente revelou seus planos para o futuro: “É chegada a hora de eu voltar a ser professor, voltar a ser pai. Sempre falei que eu estou presidente, mas eu sou professor. Vou ser até bem velhinho, é o que me dá prazer”. Também advogado, ele disse que pretende retomar a carreira jurídica após o período de quarentena exigido por lei.
Durante seu período à frente da CVM, Nascimento coordenou a edição de 70 novas resoluções — sendo 30 apenas em 2024. Entre elas, estão medidas voltadas à simplificação do mercado de capitais, incluindo nove normas contábeis e duas em conjunto com o Banco Central.
A atuação da CVM, que regula e fiscaliza o mercado de valores mobiliários no Brasil, está estruturada em três eixos: gestão executiva, regulamentação e desenvolvimento do setor. (Foto: EBC; Fonte: Poder360)

