O perfil do comprador de imóveis no Brasil tem características bem definidas: trata-se majoritariamente de um homem, com cerca de 47 anos, pertencente à classe B e que vive em família. É o que revela um levantamento do DataZAP, braço de inteligência imobiliária do Grupo OLX.
Segundo a pesquisa “Moradia do Amanhã – Compra”, esse comprador busca principalmente um imóvel usado para moradia própria, com valor máximo próximo de R$ 500 mil.
O estudo ouviu 119 pessoas entre outubro e novembro de 2025, todas usuárias das plataformas ZAP Imóveis, Viva Real e OLX. Os entrevistados compraram ou pretendem adquirir um imóvel nos próximos 12 meses. A margem de erro é de 8,98 pontos percentuais.
Os dados indicam que 60% dos compradores dão preferência a imóveis usados. Em relação ao orçamento, 74% afirmam que o teto de investimento é de até R$ 499.999. As casas aparecem à frente dos apartamentos na escolha desse público: 57% optam por casas, enquanto 33% preferem apartamentos.
No que diz respeito às características do imóvel, o padrão mais buscado reúne área entre 31 e 60 metros quadrados, dois ou três dormitórios, ao menos uma suíte, dois banheiros e vaga de garagem. Boa distribuição dos cômodos e ventilação natural também figuram entre os critérios mais valorizados.
A localização exerce papel decisivo, sobretudo sob o ponto de vista ambiental. Entre os compradores com esse perfil, 91% afirmam evitar regiões sujeitas a enchentes.
A proximidade de áreas verdes é relevante para 59% dos entrevistados, enquanto 58% consideram essencial o fácil acesso ao transporte público ou a alternativas de mobilidade ativa.
Questões de acessibilidade também influenciam a escolha: 57% dos compradores consideram importantes rampas e banheiros adaptados nas áreas comuns, enquanto 55% observam a presença de espaços adequados para cadeirantes e pisos táteis.
Mesmo entre consumidores da classe B, programas habitacionais seguem no radar. O levantamento aponta que 45% avaliam alternativas como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
O novo modelo de crédito imobiliário impulsionou a busca por financiamento para 60% dos entrevistados, com valores que podem chegar a R$ 2,25 milhões, juros limitados a 12% ao ano e cobertura de até 80% do valor do imóvel pela Caixa Econômica Federal.
A maioria dos participantes pertence à população economicamente ativa (78%), com predominância da região Sudeste, que concentra 54% dos entrevistados. O objetivo principal é a conquista da moradia própria, apontada por 78% dos compradores.
Outros 12% afirmam buscar imóveis para investimento, enquanto 8% pensam em uma segunda residência. (Fotos: PixaBay; Fonte: Exame; Portas)

