O Ministério da Cultura autorizou a captação de até R$ 9,9 milhões para o espetáculo Rock in Rio 40 anos – O Musical, por meio da Lei Rouanet, principal mecanismo federal de incentivo à cultura.
O projeto foi enquadrado na área de Artes Cênicas, o que permite que empresas e pessoas físicas destinem recursos à produção cultural e abatam integralmente ou parcialmente os valores do Imposto de Renda devido à União, dentro dos limites legais.
De acordo com informações registradas no Sistema de Incentivo à Cultura, o musical recebeu posteriormente uma complementação de R$ 2,8 milhões, elevando o montante autorizado para captação a um valor próximo de R$ 10 milhões, quantia considerada necessária para viabilizar a montagem do espetáculo. A empresa responsável pela produção tem sede em Brasília (DF).
Criado pelos diretores Charles Möeller e Claudio Botelho, o musical propõe uma imersão nos bastidores do Rock in Rio e celebra os 40 anos do festival, idealizado pelo empresário Roberto Medina em 1985.
A produção resgata momentos históricos, desafios e conquistas que marcaram a trajetória de um dos maiores eventos musicais do mundo.
O espetáculo estreou em 11 de janeiro de 2025, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, justamente na data em que o Rock in Rio completou quatro décadas desde sua primeira edição.
Desde a estreia, a montagem tem sido apresentada como um sucesso de público, reforçando o apelo comercial e simbólico do projeto.
O enquadramento no Artigo 18 da Lei Rouanet permite que patrocinadores abatam até 100% do valor investido, respeitando os tetos legais — até 4% do Imposto de Renda devido para empresas e até 6% para pessoas físicas.
Na prática, o governo federal autoriza que parte do imposto que seria recolhido aos cofres públicos seja direcionada ao financiamento direto do espetáculo, desde que o projeto cumpra todas as exigências técnicas, legais e de prestação de contas estabelecidas pelo ministério.
A autorização reforça o papel da Lei Rouanet como instrumento de financiamento de grandes produções culturais e reacende o debate sobre o uso de recursos incentivados em projetos de alto orçamento e forte apelo comercial, especialmente aqueles ligados a marcas consolidadas do entretenimento brasileiro. E mais: PF quer quebra de sigilo de fundo ligado a Toffoli. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: Metrópoles)

