Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão do contador Washington Travassos de Azevedo no último dia 13 de março de 2026.
Ele é apontado como suspeito de participação em um esquema de obtenção e vazamento de dados sigilosos de familiares de ministros da Corte e de outras autoridades.
Azevedo foi detido no dia seguinte, 14 de março, após já ter sido alvo de mandado de busca e apreensão em 5 de março, no âmbito da operação Dataleaks, conduzida pela Polícia Federal do Brasil.
Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, ele teria relatado à PF que atuou como intermediário entre um interessado na obtenção de dados da Receita Federal e uma pessoa que alegava ter acesso a essas informações restritas.
Em nota oficial, o STF confirmou a prisão e afirmou que o contador foi identificado como um dos “mandantes na cadeia de obtenção de dados fiscais protegidos por sigilo funcional”.
De acordo com a Corte, os acessos ocorreram entre 8 de janeiro de 2024 e 27 de janeiro de 2026 e envolveram dados de 1.819 pessoas.
Entre os alvos das consultas estariam nomes ligados a ministros do STF, integrantes do Tribunal de Contas da União (TCU), deputados, ex-senadores, um ex-governador, além de dirigentes de agências reguladoras e empresários. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente à prisão.
A investigação sobre possíveis vazamentos foi iniciada após indícios de quebra de sigilo fiscal envolvendo ministros da Corte e seus familiares, com suspeitas de participação de servidores ligados à Receita Federal do Brasil e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
O caso integra o inquérito das chamadas fake news, aberto em 2019 e que segue em tramitação sigilosa.
O avanço das apurações ganhou força após reportagens divulgarem informações sobre autoridades. No caso de Moraes, vieram à tona detalhes envolvendo contrato do escritório da advogada Viviane Barci de Moraes com o Banco Master, avaliado em R$ 131,3 milhões ao longo de três anos.
Embora não houvesse divulgação explícita de dados sigilosos, há suspeitas de que informações financeiras tenham sido obtidas por meio de bases restritas. E mais: Hélio Lopes transfere domicílio eleitoral e mira vaga no Senado. Clique AQUI para ver. (Foto: STF; Fonte: Poder360)

