Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido para que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pudessem visitá-lo neste domingo (9), Dia dos Pais. Carlos, Flávio e Jair Renan Bolsonaro estavam incluídos na solicitação apresentada pela defesa.
Os advogados haviam argumentado que o encontro teria caráter exclusivamente familiar e, por isso, pediram uma autorização excepcional ao Supremo. A defesa classificou a solicitação como de natureza “humanitária e familiar”.
Ao analisar o pedido, porém, Moraes considerou que não havia possibilidade de autorizar as visitas neste momento. O ministro fez referência a uma decisão de 17 de julho, na qual havia determinado a suspensão, por 30 dias, de encontros considerados de natureza “político-eleitoral”.
No despacho, Moraes afirmou que a restrição continua válida e destacou que estão autorizadas apenas as visitas relacionadas a atendimento médico, fisioterapia e advocacia.
“Julgo prejudicado o pedido, uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e de advogados, as demais visitas estão suspensas”, escreveu o ministro.
A decisão ocorre em meio à atuação de Flávio Bolsonaro como um dos principais porta-vozes políticos do pai. Pré-candidato à Presidência da República, o senador passou a ocupar posição de destaque na comunicação política relacionada ao ex-presidente.
A restrição às visitas foi determinada depois que Flávio divulgou nas redes sociais uma carta atribuída a Jair Bolsonaro na qual o ex-presidente o apontava como seu principal porta-voz durante o processo eleitoral deste ano.
Entre as medidas impostas pelo STF a Bolsonaro está também uma restrição relacionada ao uso de redes sociais, inclusive quando publicações ou manifestações são feitas por intermédio de terceiros.
Após a decisão que impediu a visita no Dia dos Pais, Flávio criticou publicamente a determinação de Moraes. Em uma publicação nas redes sociais, o senador afirmou que a medida ultrapassa os limites políticos e atinge a relação familiar do ex-presidente.
“Tiraram a liberdade dele. Agora querem tirar até o direito de um pai abraçar seus filhos. Isso tem dia e hora para acabar!”, publicou Flávio. (Foto: STF; Fonte: UOL)

