Alexandre de Moraes determinou o arquivamento do inquérito que investigava a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de obstrução de Justiça e coação. A decisão acompanha o entendimento da Procuradoria-Geral da República.
O procedimento havia sido instaurado no ano passado por Moraes, que apontou que declarações públicas da então parlamentar poderiam indicar tentativa de fuga e repetição de condutas consideradas ‘lesivas às instituições‘.
À época, o ministro também mencionou uma possível relação entre as ações de Zambelli e a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.
Ao analisar o caso, a PGR concluiu que as insinuações feitas por Zambelli não se confirmaram ao longo da apuração. Na decisão, Moraes destacou o caráter definitivo do pedido do Ministério Público:
“Tendo o Ministério Público requerido o arquivamento no prazo legal, não cabe ação privada subsidiária, ou a título originário, sendo essa manifestação irretratável, salvo no surgimento de novas provas”.
Apesar do arquivamento deste inquérito, Zambelli enfrenta outras condenações. Ela foi sentenciada pelo STF a dez anos de prisão e à perda do mandato parlamentar no processo que apurou sua participação na invasão hacker aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. Pouco depois da decisão, a ex-deputada deixou o Brasil e seguiu para a Itália, onde acabou presa.
Atualmente, Zambelli aguarda uma definição da Justiça italiana sobre o pedido de extradição apresentado pelo Brasil. Em manifestação anexada ao caso, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou:
“Uma vez esgotadas as diligências complementares, não se vislumbram elementos aptos a embasar o início do processo penal, tampouco linha inquisitorial voltada à obtenção desses elementos.”. E mais: Michelle debocha de escola que homenageou Lula. Clique AQUI para ver. (Foto: Ag. Câmara; Fonte: UOL)

