O porta-voz do Movimento Brasil Livre, Pedro Arthur, afirmou ter sido detido junto com sua mãe e o pré-candidato a deputado federal Gabriel Carvalho durante um evento com Luiz Inácio Lula da Silva, realizado na quarta-feira (1º), em Fortaleza.
A cerimônia marcou a inauguração de novas estruturas do campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica na capital cearense. Segundo os envolvidos, a abordagem ocorreu após manifestações contrárias ao presidente durante o evento.
Em publicação nas redes sociais, Gabriel Carvalho declarou ter sido “preso a mando do PT” ao questionar Lula. O influenciador classificou a ação como tentativa de silenciar críticas, apontando “censura” e “autoritarismo”, além de afirmar que exercia seu direito de manifestação em um espaço público.
Pedro Arthur relatou que a situação teria escalado para agressão física durante a abordagem. Segundo ele, teria recebido um tapa no rosto, atribuído a “um coronel do Exército”.
Após o início do tumulto, ele afirmou que agentes da Agência Brasileira de Inteligência e da Polícia Federal o retiraram do local e o levaram para uma área isolada dentro do evento, onde permaneceu até o encerramento.
Ainda conforme o relato, após o fim da cerimônia, ele foi escoltado por agentes da PF até seu veículo. “Com exceção do coronel do Exército, os demais agentes foram bastante gentis comigo“, disse.
A mãe de Pedro Arthur, Fabiana Lima, também relatou ter sido impedida de intervir na abordagem contra Gabriel Carvalho. Em publicação nas redes sociais, afirmou ter sido “agredida” durante o episódio. Imagens divulgadas mostram o momento em que ela é contida pelos agentes.
“Sou mulher, sou mãe e fui agredida em um evento do Lula. Isso não é democracia! Cadê a nova lei da misoginia?”, declarou. (Foto: reprodução; Fonte: Poder360)
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