O governo Lula oficializou, nessa segunda-feira (11), no Diário Oficial da União, dois memorandos de cooperação com China e Rússia voltados para o fortalecimento de laços em setores estratégicos.
Os acordos haviam sido assinados em 3 de julho de 2025, no Rio de Janeiro, e ganham destaque no momento em que os Estados Unidos aplicam tarifas de 50% a produtos brasileiros.
Com Pequim, o texto prevê que os dois países “estabeleçam sinergias estratégicas entre as estratégias brasileiras de desenvolvimento, como a NIB (Nova Indústria Brasil), o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o ‘Plano de Transformação Ecológica’ e o ‘Programa Rotas da Integração Sul-Americana’ e a ‘Iniciativa Cinturão e Rota’, para impulsionar a atualização e o melhoramento da qualidade da cooperação entre os dois países”.
O documento também menciona o compromisso de “expandir e aprofundar a cooperação programática” e reforça a atuação da COSBAN, com “ações concretas para propiciar a criação de um mecanismo internacional voltado à proteção e preservação das florestas tropicais”.
Já o entendimento com Moscou estabelece um “Diálogo Econômico e Financeiro bilateral regular”, contemplando áreas como “políticas macroeconômicas, desafios econômicos, cooperação tributária, financiamento de infraestrutura e fortalecimento da cooperação multilateral no âmbito dos BRICS e do G20”.
De acordo com o texto, as tratativas seguirão os princípios de “igualdade, benefício mútuo, confiança mútua firme, abertura, inovação, justiça, equidade e respeito à soberania”.
Os memorandos foram assinados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, junto de Anton Siluanov, ministro das Finanças da Rússia, e do representante do Ministério das Finanças da China. (Foto: EBC; Fonte: CNN)
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