O governo Lula decidiu suspender temporariamente a exigência de visto para cidadãos da China que desejam visitar o Brasil. A medida entra em vigor em 11 de maio e valerá até 31 de dezembro deste ano, conforme memorando publicado no Diário Oficial da União.
O anúncio foi feito pelo vice-presidente Geraldo Alckmin durante participação no Salão do Turismo, realizado em Fortaleza. Segundo ele, a decisão acompanha a política adotada pelo governo chinês, que desde junho do ano passado já permite a entrada de brasileiros sem necessidade do documento.
“O brasileiro para ir para a China não tem visto, e o chinês para vir para cá também não tem visto”, afirmou Alckmin ao comentar a nova regra.
Com a mudança, turistas chineses poderão permanecer no Brasil por até 30 dias para atividades como turismo, negócios, trânsito internacional, eventos culturais, apresentações artísticas e competições esportivas.
A iniciativa faz parte da estratégia do governo para ampliar a presença de visitantes vindos da China, considerada atualmente o maior mercado emissor de turistas do planeta. Dados do Ministério do Turismo indicam que mais de 100 mil chineses visitaram o Brasil em 2024, número que representou crescimento de 35% mesmo com a exigência de visto ainda em vigor.
Já no primeiro trimestre deste ano, a Embratur registrou aumento de 30% no fluxo de turistas chineses em comparação com o mesmo período de 2024.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia sinalizado, em janeiro, que o país adotaria a flexibilização para visitantes chineses.
Enquanto abre as portas para a China, o governo retomou em 2025 a exigência de visto para cidadãos dos Estados Unidos, Canadá e Austrália que desejam entrar no Brasil. A decisão foi baseada no princípio da reciprocidade, uma vez que esses países também exigem visto de brasileiros.
A cobrança havia sido suspensa em 2019, durante o governo Bolsonaro, como forma de estimular o turismo internacional. No Congresso, porém, parlamentares tentam reverter a retomada da exigência. Um projeto apresentado pelo senador Carlos Portinho já foi aprovado no Senado, mas ainda depende de análise da Câmara dos Deputados para entrar em vigor. E mais: MPF arquiva mais uma ação contra Bolsonaro. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: Times Brasil)

