Flávio cobra, e Alcolumbre, enfim, toma atitude para proteger Senadores

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Senadores de diferentes legendas passaram a cobrar uma resposta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, diante do aumento da tensão entre integrantes do Supremo Tribunal Federal e o senador Alessandro Vieira.

O episódio ganhou força após a apresentação do relatório final da ‘CPI do Crime Organizado’, que sugeriu o indiciamento de ministros da Corte e do procurador-geral da República.

No documento, Vieira pediu a responsabilização dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do chefe da Procuradoria-Geral da República, Paulo Gonet.

Diante da repercussão, Alcolumbre afirmou que a Advocacia do Senado está disponível para adotar medidas jurídicas em defesa das prerrogativas dos parlamentares.

Segundo ele, a atuação busca garantir a legitimidade do mandato e a independência do Legislativo.

Relator da CPI, Alessandro Vieira afirmou ter sido alvo de ameaças por parte de ministros do STF após sustentar os pedidos de indiciamento.

“Estou sendo ameaçado e criminalizado por um voto”, declarou, acrescentando que agiu dentro de sua “prerrogativa parlamentar” com base em “fatos comprovados”. O senador classificou a situação como um “absurdo extremo” e questionou a reação institucional da Casa.

Vieira também criticou o que considera extrapolação por parte dos magistrados. “A pior ditadura possível é aquela contra a qual não cabe recurso, que é a da toga”, afirmou, ao defender que críticas ao Judiciário fazem parte do debate democrático.

A pressão sobre o comando do Senado ganhou apoio de outros parlamentares.

O senador Flávio Bolsonaro apontou um “desequilíbrio entre os Poderes” e relatou ter enfrentado situação semelhante no STF, pedindo ação para preservar a imunidade parlamentar. Ele fez uma cobrança direta a Alcolumbre sobre o inquérito em que virou alvo por post sobre Lula. Assista ao fim da reportagem.

Já Magno Malta cobrou uma manifestação direta junto ao presidente da Corte, Edson Fachin, para garantir respeito ao Senado.

Na mesma linha, Marcos do Val alertou para uma escalada de tensão entre Judiciário e Legislativo e defendeu uma atuação firme para restabelecer o equilíbrio institucional.




O senador Cleitinho foi além e sugeriu medidas mais duras, como a abertura de processos de impeachment contra ministros citados no relatório.

Outros parlamentares também se posicionaram. Eduardo Girão elogiou o trabalho da CPI e afirmou que o relatório foi elaborado com independência, apesar de dificuldades.

Até o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, mesmo discordando do ‘conteúdo’, defendeu a garantia das prerrogativas parlamentares. “O que não podem é ameaçar senador da República no uso de suas atribuições”, afirmou.




Em meio ao embate, o ministro Gilmar Mendes apresentou uma representação à PGR contra Alessandro Vieira, pedindo investigação por suposto abuso de autoridade.

O magistrado sustenta que houve “desvio de finalidade” na atuação do senador como relator da CPI. Caso avance, o processo pode trazer consequências políticas, incluindo eventual inelegibilidade.

O episódio amplia o clima de confronto entre os Poderes e coloca o Senado no centro da discussão sobre os limites de atuação entre Legislativo e Judiciário.

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