Flávio Bolsonaro revela qual sua relação com Michelle após divulgação do vídeo

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que atualmente não mantém mais relacionamento com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). A declaração foi dada durante entrevista ao Flow Podcast, em meio à crise pública envolvendo integrantes da família Bolsonaro.

“Hoje em dia não tenho relação com a Michelle. Preferi nem assistir ao vídeo para não me contaminar. Respeito muito meu pai e a esposa dele. Agora é hora de deixar as divergências de lado e focar na campanha e no Brasil.”, afirmou o parlamentar. Assista ao fim da reportagem.

Segundo Flávio, a decisão de ministro Alexandre de Moraes de impedir que ele converse com o ex-presidente Jair Bolsonaro teria agravado ainda mais o cenário. A determinação foi tomada na última segunda-feira e faz parte das medidas impostas ao ex-presidente.

O distanciamento entre Flávio e Michelle veio a público no fim de junho, quando a ex-primeira-dama publicou um vídeo nas redes sociais relatando desentendimentos familiares. Na gravação, de aproximadamente 27 minutos, Michelle afirmou que teria sido “humilhada” e “maltratada” pelo senador.

Após a repercussão, Flávio pediu desculpas, mas novos episódios mantiveram a tensão entre os dois. Poucos dias depois, Michelle anunciou sua saída da presidência do PL Mulher. Ela declarou que deixaria a função para se dedicar “integralmente” aos cuidados de Jair Bolsonaro e da filha.

Apesar da repercussão, Flávio afirmou que não assistiu ao vídeo publicado pela ex-primeira-dama. “Não assisti o vídeo dela. Pelo que eu estava vendo nas matérias, preferi nem assistir para não me contaminar”, declarou.

Mesmo diante do afastamento, Flávio afirmou que Michelle continua tendo espaço em uma eventual campanha eleitoral. O senador disse que não pretende pressioná-la a participar e afirmou que as portas permanecem abertas.

“Nunca pressionei para entrar na campanha ou não entrar, vem a hora que quer e vem se quiser. Estou dando o meu melhor e sei o caminho que tenho que seguir. Preciso de todo mundo. Quem ficar mais confortável de vir agora, vem. Quem não ficar confortável de vir agora, vem depois”, disse.

Sem mencionar diretamente o conflito com a madrasta, Flávio afirmou que está acostumado a lidar com divergências ao longo de sua trajetória política.

“Engulo sapo para cacete”, afirmou. “Respeito muito meu pai e a esposa dele. Jamais faria algo que desagradasse meu pai. Estou na política há 24 anos, então estou acostumando a sentar e negociar.”

Durante a entrevista, Flávio também criticou operações policiais envolvendo aliados políticos no Rio de Janeiro. O senador afirmou que houve exageros nas medidas adotadas contra nomes como o governador Cláudio Castro (PL), o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), e o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União), preso recentemente por porte ilegal de fuzil.

Canella é pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro e tem como uma de suas suplentes Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio.

O senador direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação envolvendo Canella, e acusou o magistrado de interferir no processo eleitoral fluminense.

“Como não tem nada contra mim, fica atirando em quem está no entorno, mesmo quem está no entorno bem distante. É claramente para desestabilizar e para interferir na eleição lá”, afirmou.

Flávio também questionou a intensidade das medidas determinadas pela Justiça. “Essas dificuldades que nós estamos tendo no Rio de Janeiro especificamente, dessas pessoas, elas vão ter o direito de se defender. Eu acho que houve excesso”, declarou.

Na sequência, o senador voltou a criticar decisões judiciais envolvendo aliados políticos. “E o que está acontecendo nessa ação? É busca e apreensão, é prisão, é afastamento de governador, é tudo, cara. Nunca aconteceu isso na história do Brasil. E está havendo essa interferência por parte do Supremo. Nunca é contra a esquerda, é sempre contra pessoas que estão próximas a mim”, afirmou Flávio Bolsonaro.

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