Fake news leva campanha de Flávio a acionar TSE contra canal “Exército do Lula” e perfil de Janones

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A campanha de Flávio Bolsonaro recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tirar do ar o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Em menos de sete dias, a página alcançou 3,2 milhões de seguidores e se transformou em um dos principais instrumentos de mobilização digital da militância petista no segundo turno.

O número de seguidores do grupo de Janones igualou o registrado pelo canal oficial de Lula no WhatsApp, que também reúne 3,2 milhões de pessoas.

Em um vídeo no qual criticou a iniciativa, Janones conseguiu ultrapassar 1 milhão de visualizações em apenas 30 minutos.

Na representação encaminhada à presidência do TSE, a equipe de Flávio aponta que o conteúdo divulgado pelo “Exército do Lula” contém informações falsas sobre o candidato do PL.

Para embasar a solicitação, a campanha menciona declarações que já foram consideradas inverídicas pela própria Justiça Eleitoral em processos envolvendo o administrador do canal.

“O que o canal manda repetir são, em sua grande maioria, afirmações que esta Corte já declarou falsas, em processos movidos contra o próprio administrador. Que Flávio Bolsonaro prometeu retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil; que Flávio Bolsonaro é ‘envolvido com a milícia’, que vai reduzir aposentadorias, pensões e o BPC”, diz o documento do candidato.

Além de solicitar que o canal seja removido do WhatsApp em um prazo de duas horas, a campanha pede que Janones seja banido da plataforma até o encerramento do segundo turno.

A medida atingiria diretamente o deputado, apontado pela própria campanha do PL como uma das principais figuras da mobilização digital em favor de Lula.

Os advogados de Flávio também direcionaram críticas à Meta, empresa responsável pelo WhatsApp. Na avaliação da equipe jurídica, a companhia não estaria cumprindo os compromissos assumidos perante a Justiça Eleitoral para combater a circulação de desinformação durante o processo eleitoral.

“A Meta está a descumprir o próprio Plano que submeteu a este TSE, ao permitir a perpetuação de um canal de WhatsApp com três milhões de pessoas vocacionado à distribuição em massa de conteúdo desinformativo”, afirmam os advogados de Flávio na petição. (Foto: Ag. Câmara; reprodução; Fonte: UOL)

 

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