O julgamento de Ryan Routh, acusado de tentar assassinar o presidente Donald Trump em setembro do ano passado, está prestes a começar no tribunal federal de Fort Pierce, na Flórida.
Antes da abertura do processo, marcada para 8 de setembro, Routh participará nesta terça-feira (2) de uma audiência prévia em que atuará como seu próprio advogado.
A juíza federal Aileen Cannon já havia autorizado em julho que o réu conduzisse sua própria defesa, embora tenha determinado que os defensores nomeados pelo tribunal permaneçam como apoio técnico.
Routh, de 59 anos, nega todas as acusações, que incluem tentativa de assassinato de um candidato presidencial, agressão a um agente federal e porte ilegal de armas.
De acordo com a acusação, o suspeito passou semanas elaborando o plano de ataque e, em 15 de setembro de 2024, posicionou-se entre arbustos no clube de golfe de Trump, em West Palm Beach, armado com um fuzil.
Um agente do Serviço Secreto teria notado a movimentação antes de o ex-presidente aparecer, evitando a ação. Os promotores afirmam que Routh chegou a apontar a arma para o agente, que reagiu com disparos. O acusado abandonou o rifle e fugiu, mas acabou capturado após ser identificado por uma testemunha.
Nesta semana, o Ministério Público apresentou uma lista de provas com 33 páginas. O material inclui fotos de Routh com um modelo idêntico ao fuzil encontrado no local, além de mensagens de celular nas quais ele teria solicitado um “lançador de mísseis” e pedido “ajuda para garantir que (Trump) não seja eleito”.
Também há registros de conversas sobre “ocultação de atiradores” no assassinato de John F. Kennedy e pesquisas sobre detecção de resíduos de pólvora.
Routh, natural da Carolina do Norte e ex-trabalhador da construção civil, já possuía histórico de confrontos com a lei. Em 2002, foi detido após resistir a uma blitz armado com metralhadora e explosivos improvisados.
Em 2010, a polícia encontrou em um depósito de sua propriedade mais de cem objetos roubados, incluindo ferramentas e até banheiras de hidromassagem. Em ambos os casos, recebeu penas alternativas ou liberdade condicional.
Nos últimos anos, Routh mudou-se para o Havaí e se autodenominava líder mercenário, tendo tentado, no início da guerra na Ucrânia, recrutar combatentes de diferentes países para enfrentar os russos. Além das acusações federais, ele também responde a processos estaduais por terrorismo e tentativa de homicídio. (Foto: reprodução redes sociais; Fonte: Associated Press)

