A formação do primeiro ciclone extratropical de 2026 deve provocar instabilidades em grande parte do Brasil nesta sexta-feira (9). O fenômeno está associado a um sistema de baixa pressão que atua no Sul do país.
Segundo a Climatempo, o cenário é de risco elevado para temporais, volumes expressivos de chuva, rajadas intensas de vento e eventual queda de granizo, especialmente na Região Sul.
Cinco estados devem sentir os efeitos diretos do ciclone extratropical: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Nas demais regiões, o tempo segue instável, com pancadas de chuva em diferentes intensidades, intercaladas com períodos de calor e temperaturas elevadas.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), 14 estados, distribuídos do Norte ao Sul do país, estão sob alerta para tempestades e chuvas intensas.
Os ciclones extratropicais são os mais comuns no Brasil. Eles se formam em latitudes médias, entre 30° e 60°, geralmente associados a frentes frias e possuem núcleo frio.
Já os ciclones tropicais, como furacões e tufões, são mais intensos e se desenvolvem sobre oceanos quentes próximos ao Equador, com núcleo quente.
Há ainda os ciclones subtropicais, considerados híbridos, relativamente comuns no litoral do Sudeste brasileiro.
Região Sul
A atuação da baixa pressão entre o Paraguai e o norte da Argentina favorece temporais no Rio Grande do Sul. As instabilidades se intensificam ao longo do dia.
O risco é maior para volumes elevados de chuva no oeste e sudoeste gaúcho, com possibilidade de alagamentos e transtornos.
As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h no oeste do Paraná e de Santa Catarina. No litoral do Rio Grande do Sul, podem chegar a 70 km/h.
Durante os temporais, os ventos podem atingir até 80 km/h em pontos isolados. O sul gaúcho registra temperaturas mais amenas.
Região Sudeste
Minas Gerais e partes do Espírito Santo têm previsão de chuva fraca e isolada. Em outras áreas, o tempo permanece mais firme no início do dia.
Entre o fim da manhã e o início da tarde, as instabilidades aumentam. Há risco de chuva moderada a forte em áreas de São Paulo e no sudoeste mineiro.
No estado de São Paulo, as pancadas ganham força no sul, oeste, sudoeste e noroeste. A capital pode ter chuva à tarde e à noite.
As temperaturas seguem elevadas, com máximas em torno de 32°C na capital paulista. Rajadas de vento podem chegar a 50 km/h.
Região Centro-Oeste
As pancadas de chuva atingem o oeste e noroeste de Mato Grosso nas primeiras horas do dia. No sul de Goiás, o tempo também fica instável.
Com o avanço do dia, calor e umidade intensificam as chuvas, que podem ser fortes e isoladas em Mato Grosso do Sul.
À noite, o tempo melhora gradualmente, mas ainda há registro de chuva em áreas do norte e interior de Mato Grosso e de Goiás.
As temperaturas caem levemente, mas o calor persiste. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h podem ocorrer. (continua)
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Região Nordeste
A chuva aparece de forma fraca no litoral leste, no interior do Maranhão e da Bahia. As instabilidades ganham força ao longo da tarde.
Há risco de chuva mais intensa entre o litoral sul da Bahia e Sergipe, além do oeste de Pernambuco e sul do Ceará.
No extremo sul da Bahia e em áreas do interior, a chuva pode variar de moderada a forte, com risco de temporais em Ilhéus.
À noite, as instabilidades perdem força. A umidade do ar fica baixa em áreas do interior, com índices abaixo de 30%.
Região Norte
Pela manhã, a chuva ocorre de forma mais intensa no Amazonas, Acre e Rondônia. Nas demais áreas, as pancadas são isoladas.
À tarde, as instabilidades se espalham, com risco de temporais no Tocantins e em áreas do Pará e de Roraima.
A atuação da Zona de Convergência Intertropical mantém o tempo instável no norte do Amapá. A sensação de abafamento continua predominando.

