A CPI do Crime Organizado decidiu convocar José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, além de autorizar a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa da família.
O colegiado pretende apurar vínculos com a Reag, gestora de fundos associada ao Banco Master.
No centro da apuração está uma operação realizada em 2021, quando os irmãos venderam, por meio da empresa Maridt, parte das cotas que possuíam no resort Tayayá, no Paraná, a um fundo controlado pela Reag.
Em fevereiro, Dias Toffoli reconheceu participação societária na Maridt, negou irregularidades e, posteriormente, deixou a relatoria do caso Master no Supremo.
As investigações alcançam ainda a própria Reag e o Banco Master, alvo de apurações da Polícia Federal por suspeitas de fraudes contra o sistema financeiro. Além dos irmãos de Toffoli, a CPI aprovou convocações de executivos ligados à gestora, ao Banco de Brasília e ao Master — incluindo Daniel Vorcaro, controlador da instituição.
O colegiado também chamou para prestar esclarecimentos o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o ex-ministro da Economia Paulo Guedes.
A comissão quer verificar se eventuais falhas na regulação e na supervisão do sistema financeiro contribuíram para a expansão de esquemas de lavagem de dinheiro.
Paralelamente, foram aprovados convites — sem caráter obrigatório — aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, para falarem sobre o caso envolvendo o Banco Master. Ainda não há datas definidas para as oitivas.
Com a decisão, a CPI amplia o alcance da investigação ao autorizar a quebra de sigilos do Banco Master, da Maridt e da Reag, etapa considerada central para mapear fluxos financeiros e eventuais conexões entre os investigados. E mais: Urgente: Mendonça autoriza quebra de sigilo bancário de Lulinha. Clique AQUI para ver. (Foto: STF; Fonte: JN)

