‘Bloco 22’: André Fernandes conta como surgiu o ato eleitoral que ganhou o país

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O que começou como uma manifestação improvisada durante a disputa pela Prefeitura de Fortaleza, em 2024, transformou-se em uma estratégia de mobilização política de alcance nacional.

Batizado de “Bloquinho do 22”, o movimento surgiu no Ceará e, em outubro de 2026, passou a integrar as ações de campanha em apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

A iniciativa teve origem durante a campanha do então deputado federal André Fernandes à prefeitura da capital cearense. Segundo o parlamentar, a proposta inicial era promover uma carreata convencional no bairro Vila Manoel Sátiro, na periferia de Fortaleza. A presença de um grande número de apoiadores que compareceram a pé, porém, acabou mudando os planos.

Com a concentração de pessoas e a dificuldade de manter o formato previsto, Fernandes convocou os participantes a correr pelas ruas ao seu lado.

A movimentação improvisada deu origem a um estilo próprio de ato eleitoral, marcado por jingles, roupas semelhantes entre os participantes, descontração e deslocamentos acelerados a pé.

A combinação de elementos de campanha com características de um bloco carnavalesco rendeu ao movimento o nome de “Bloquinho do 22”, em referência ao número eleitoral do PL.

Dois anos depois de sua criação, o modelo ganhou uma dimensão maior. Em outubro de 2026, a estratégia desenvolvida por André Fernandes em parceria com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) passou a ser empregada na mobilização de apoiadores de Flávio Bolsonaro na corrida pelo Palácio do Planalto.

A expansão levou o formato a diferentes regiões brasileiras. Em um único fim de semana de outubro, foram contabilizadas 138 mobilizações realizadas simultaneamente em 20 estados, evidenciando a capacidade de reprodução da iniciativa fora de seu local de origem.

Em São Paulo, a Avenida Paulista também recebeu uma edição do movimento, com a presença de lideranças políticas e apoiadores vestidos com camisetas e adotando uma identidade visual semelhante àquela que caracterizou os primeiros atos no Ceará.

A experiência cearense, inicialmente improvisada para acompanhar uma concentração de eleitores, tornou-se, assim, um instrumento de comunicação e mobilização da campanha presidencial, combinando manifestações de rua, identidade visual e participação coletiva.

 

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