Bezos desafia Musk em aposta de US$ 11,6 bilhões

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A Amazon confirmou a compra da operadora de internet via satélite Globalstar em uma transação avaliada em US$ 11,6 bilhões.

O movimento faz parte da estratégia da empresa de Jeff Bezos para acelerar a construção de sua rede de satélites em órbita baixa e reduzir a distância em relação ao provedor de internet Starlink, controlado por Elon Musk por meio da SpaceX.

A Globalstar, que também fornece serviços de emergência via satélite para iPhones da Apple, passa a integrar o planejamento de expansão da Amazon no setor espacial.

Após o anúncio, as ações da companhia chegaram a subir cerca de 8%, alcançando quase US$ 79, refletindo a reação positiva do mercado diante do acordo.

Pelos termos da operação, prevista para ser concluída até 2027, os acionistas da Globalstar poderão optar por receber US$ 90 por ação em dinheiro ou 0,3210 ação da Amazon, até o limite desse valor por papel.

O negócio representa um prêmio de aproximadamente 23,5% em relação ao fechamento anterior das ações da empresa.

A aquisição ocorre em meio à disputa global pela expansão da internet via satélite, segmento que tem ganhado força especialmente em regiões remotas.

A Amazon busca ampliar sua constelação para mais de 7.700 satélites em órbita baixa, enquanto o provedor de internet Starlink já opera com cerca de 10 mil satélites e ultrapassa 10 milhões de clientes ativos no mundo.

No pregão estendido, as ações da Globalstar chegaram a avançar 24%, sendo negociadas a cerca de US$ 85 logo após a divulgação da intenção de compra.

O valor de mercado da empresa mais que dobrou no último ano, impulsionado pela crescente demanda por serviços de conectividade espacial.

Com sede em Covington, Louisiana, a Globalstar atua com uma rede de satélites de órbita baixa voltada para serviços de voz, dados e rastreamento de ativos, atendendo clientes corporativos, governamentais e consumidores.

Segundo as companhias, ainda existem pontos complexos sendo negociados após meses de tratativas.

Um dos fatores que exigiu maior cuidado nas negociações foi a participação de aproximadamente 20% da Apple na Globalstar, o que demandou articulações adicionais entre as empresas envolvidas, incluindo a Amazon, que também é controladora da Blue Origin.

A disputa no setor envolve diretamente o avanço do provedor de internet Starlink, da SpaceX, que vem expandindo rapidamente sua constelação de satélites para oferecer banda larga global de alta velocidade.

Cada satélite pesa cerca de 260 kg e conta com painéis solares e antenas de alto desempenho, formando uma rede em constante crescimento.

A Starlink já planeja ampliar ainda mais sua estrutura, com projeções que chegam a até 17 mil satélites em operação futura.

O ritmo acelerado de expansão também gera preocupação entre astrônomos, que alertam para possíveis interferências nas observações astronômicas e na radioastronomia devido ao aumento de objetos em órbita baixa. (Foto: Blue Orgin)

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