O Republicanos está aberto à possibilidade de receber Michelle Bolsonaro, senadora eleita pelo Distrito Federal pelo PL. A sinalização foi feita nesta terça-feira (3) pelo presidente da legenda na capital federal, Joaquim Mauro Silva.
Apesar de considerar positiva uma eventual filiação, o dirigente negou que tenham ocorrido conversas recentes para viabilizar a transferência partidária da ex-primeira-dama.
A declaração acontece em meio às especulações sobre uma possível reorganização das forças políticas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro após as eleições de outubro de 2026.
A possibilidade foi divulgada nesta terça-feira pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. De acordo com a coluna, a senadora Damares Alves (Republicanos), amiga próxima de Michelle, estaria entre as principais responsáveis pelas articulações. As duas mantêm uma relação pessoal e política construída durante o governo Bolsonaro.
Joaquim Mauro Silva afirmou que Michelle seria bem recebida pela sigla, mas fez questão de esclarecer que não existe, neste momento, uma negociação em andamento.
Segundo o dirigente, ele tomou conhecimento dos rumores sobre a possível saída da senadora eleita do PL, mas não confirmou qualquer contato recente com esse objetivo.
A manifestação representa uma sinalização favorável do partido, mas não equivale a um convite oficial ou a um entendimento fechado entre as partes. Até agora, Michelle Bolsonaro não anunciou qualquer intenção de deixar o PL.
Eleita para o Senado pelo Distrito Federal, Michelle ganhou espaço nas discussões sobre os rumos do campo conservador e passou a ser considerada uma das figuras políticas de maior projeção desse grupo.
Damares Alves é apontada como uma das principais incentivadoras da possível transferência. Amigas pessoais, as duas compartilham pautas políticas e uma base eleitoral no Distrito Federal, além de terem dividido espaços e articulações durante a gestão de Jair Bolsonaro.
Caso Michelle se filie ao Republicanos, a legenda passaria a ocupar duas das três cadeiras do Distrito Federal no Senado, com Damares e a ex-primeira-dama. A movimentação também reforçaria o peso político da sigla, que tem entre suas principais lideranças o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
A eventual troca de partido não colocaria em risco o mandato conquistado por Michelle nas urnas. Como a eleição para o Senado é majoritária, diferentemente das disputas proporcionais, a mudança de legenda não implica perda automática da cadeira. E mais: Gerdau demite 280 funcionários após encerrar produção de aço em Divinópolis (MG). Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação)

