Flávio Bolsonaro (PL) publicou uma nota neste domingo (1º) na qual criticou a Rede Globo, questionou a atuação da Justiça brasileira e afirmou que sua saída do país foi motivada pelo desejo de denunciar perseguição política.
No comunicado, o parlamentar relatou ter recebido contatos de diversos veículos de comunicação durante a semana, entre eles a Globo, que teria proposto uma entrevista exclusiva.
Flávio disse que aceitou o convite, mas estabeleceu como condição que a conversa fosse transmitida integralmente, sem cortes ou restrições de assuntos. Segundo ele, a emissora não concordou com os termos e desistiu da entrevista.
O senador também afirmou que o Fantástico, programa dominical da emissora, preparava uma reportagem sobre sua trajetória, sem oferecer espaço para sua manifestação.
Em tom de crítica, questionou a postura do grupo de comunicação e declarou que, se a empresa tem medo de ouvi-lo, não teria autoridade moral para julgar sua reputação.
“Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação”, escreveu.
Na nota, Flávio também explicou sua saída do Brasil. Ele afirmou que não deixou o país por motivos pessoais, mas para defender mudanças e denunciar irregularidades no sistema político e judicial brasileiro.
“Não sai do Brasil, sai pelo Brasil!”, declarou.
O senador lembrou que, apenas sete minutos depois da divulgação do resultado das eleições, já havia uma decisão judicial determinando medidas cautelares contra ele, que classificou como baseadas em mentiras. Também afirmou que foi intimado cerca de 12 horas depois, enquanto estava na rua, ao sair da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao relatar o episódio, Flávio mencionou o estado emocional do pai e voltou a contestar a condenação imposta a ele. Jair Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão, pena que o senador considera injusta.
O parlamentar também citou a distância entre o ex-presidente e outro filho, que, segundo ele, não se encontram há mais de um ano e meio em razão do que classificou como perseguição ilegal e arbitrária.
Flávio afirmou que os acontecimentos demonstram, em sua avaliação, a ausência de garantias democráticas e de imparcialidade no sistema judicial brasileiro.
Outro trecho do comunicado foi dedicado à liberdade de expressão nos Estados Unidos. Flávio disse estar em um país onde consegue manifestar suas opiniões sem receio de sofrer medidas judiciais que considera arbitrárias.
Como exemplo, fez referência a uma operação policial na residência de sua família, na qual, segundo seu relato, agentes teriam revirado gavetas com roupas íntimas de suas filhas.
O senador também afirmou que disputou a Presidência da República enfrentando estruturas políticas que trabalham para preservar seus próprios interesses, em prejuízo da população brasileira.
Ao encerrar a manifestação, Flávio recuperou uma declaração atribuída ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, feita em 7 de agosto de 2016: “Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Diretos Humanos.”
O parlamentar anunciou ainda que pretende conceder entrevistas a veículos de comunicação brasileiros e estrangeiros nos próximos dias. Segundo ele, as conversas serão realizadas sem cortes ou filtros, com o objetivo de apresentar sua versão dos acontecimentos.
“Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil”, concluiu. E mais: Juro médio do rotativo do cartão de crédito sobe a 451,7% ao ano em setembro. Clique AQUI para ver. (Foto: Band)
