Senado perde nomes conhecidos: veja quem ficou fora nas eleições

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O primeiro turno das eleições deste domingo (4) definiu novas composições para o Senado em diferentes estados. No Amapá, Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD) conquistaram as duas vagas em disputa, enquanto Randolfe Rodrigues (PT), que ocupava uma cadeira na Casa desde 2011, ficou de fora. O resultado é confirmado pela apuração eleitoral divulgada neste domingo.

Rayssa, de 39 anos, chegou ao Senado em sua segunda tentativa. Ela é casada com Antônio Furlan (PSD), eleito governador do Amapá também no primeiro turno. O casal integra o principal grupo de oposição política ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União), no estado.

Com 95,82% das urnas apuradas, Rayssa aparecia com 29,81% dos votos válidos, enquanto Lucas Barreto somava 24,13%. Randolfe Rodrigues tinha 18,69%. Acácio Favacho (MDB) registrava 14,86% e Alliny Serrão (União), 9,76%.

A eleição representa a segunda tentativa de Rayssa de chegar ao Senado. Em 2022, quando disputou pela primeira vez, ela recebeu 174.128 votos, correspondentes a 42%, e terminou próxima de Alcolumbre, que obteve 196.087 votos.

Lucas Barreto, de 61 anos, ocupa uma cadeira no Senado desde 2019. Antes de chegar à Casa, construiu carreira política no Amapá, onde foi deputado estadual e vereador de Macapá.

No Maranhão, a disputa pelas duas vagas também provocou mudanças na bancada. Na parcial apresentada no texto original, Fufuca (PP) aparecia na primeira colocação, com 21,60%, seguido por Lahesio Bonfim (Novo), com 21,08%. Roseana Sarney (MDB) tinha 16,01% e Weverton Rocha (PDT), 14,74%.

A senadora Eliziane Gama (PT), que buscava a renovação do mandato, estava em quinto lugar, com 9,68% e 582.130 votos, considerando 84,86% das urnas apuradas. Eliziane havia sido eleita em 2018, quando recebeu 1.539.942 votos, equivalentes a 27% dos votos válidos.

Em Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke (PSB), que contava com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não conseguiu renovar o mandato. Com 93,03% das urnas contabilizadas, ela aparecia em quarto lugar, com 12,85% dos votos válidos.

As duas vagas ficaram com candidatos do PL. Reinaldo Azambuja somava 34,76%, enquanto Capitão Contar registrava 33,25%. Os dois haviam obtido, respectivamente, 843.043 e 806.532 votos.

No mesmo estado, o governador Eduardo Riedel (PP) garantiu a permanência no cargo. Com 83,03% das urnas apuradas, ele tinha 67,41% dos votos válidos e já havia assegurado a reeleição.

Em Alagoas, Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB) conquistaram as duas vagas para o Senado, conforme o resultado informado no balanço. Lira obteve 28,99% dos votos, enquanto Marina alcançou 28,03%.

Para Marina JHC, a eleição representa a chegada ao primeiro cargo público. Já Arthur Lira retorna ao Senado depois de sua trajetória na Câmara dos Deputados, onde presidiu a Casa.

O resultado também deixou Renan Calheiros (MDB) sem a reeleição. Antes da votação, a disputa em Alagoas era apontada como uma das mais acirradas do país, com Marina JHC, Arthur Lira e Renan aparecendo próximos nas pesquisas.

No Espírito Santo, o senador Fabiano Contarato (PT) terminou em quarto lugar e não conseguiu permanecer no Senado. Com 99,65% das urnas apuradas, ele contabilizava 519.551 votos, equivalentes a 12,94% dos válidos.

Contarato ficou atrás de Renato Casagrande, Evair de Melo e Maguinha Malta. Casagrande e Evair foram eleitos para as duas cadeiras do estado.

Após o resultado, o senador agradeceu aos eleitores que apoiaram sua candidatura e afirmou que respeita a decisão expressa nas urnas.

“Agradeço a cada capixaba que confiou em mim, esteve ao nosso lado e acreditou no nosso trabalho no Senado. Recebo o resultado das urnas com respeito e serenidade. A vontade popular é soberana, e a democracia deve sempre ser respeitada”, disse.

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