PF abre investigação para apurar suposta ‘interferência dos EUA’ nas eleições do Brasil

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A Polícia Federal abriu uma apuração preliminar para verificar uma suposta ‘interferência’ dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. A informação foi divulgada neste domingo (4) pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, nomeado por Lula.

Segundo o chefe da PF, a investigação teve início após a Advocacia-Geral da União (AGU), cujo chefe é Jorge Messias, indicado por Lula ao STF, encaminhar uma representação ao órgão solicitando a análise de supostas ações externas relacionadas ao processo eleitoral.

O pedido ocorreu depois de uma reportagem do jornal The Guardian, de esquerda, sobre um programa norte-americano chamado “Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil”. O presidente do TSE já disse que não existe o menor indício neste sentido. Veja AQUI.

A iniciativa mencionada na reportagem previa aproximadamente R$ 5 milhões para organizações que atuariam contra aquilo que classificam como abusos do poder judicial e censura atribuídos ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso”, afirmou Andrei durante entrevista no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), instalado na sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O diretor-geral ressaltou que o procedimento ainda não se transformou formalmente em um inquérito policial. Neste momento, a PF trabalha na coleta e análise inicial de supostas ‘informações’ para verificar se houve, de fato, alguma forma de interferência estrangeira.

Andrei também comentou as medidas de segurança adotadas pelas embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália em Brasília às vésperas da eleição. Os dois países haviam interrompido atendimentos consulares após a circulação de informações sobre uma suposta ameaça de ataque.

A reportagem do The Guardian citada no caso afirma que os recursos destinados a organizações brasileiras fariam parte de um pacote de US$ 175 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 918 milhões, vinculado ao principal fundo de direitos humanos do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Segundo o jornal, o dinheiro seria distribuído entre iniciativas em diferentes países.

Ainda conforme a publicação, cerca de US$ 40 milhões seriam direcionados a um fundo de orientação anticomunista. O pacote também incluiria recursos para um grupo ligado à defesa dos direitos de sul-africanos brancos.

O episódio ocorre em após declarações de Luiz Inácio Lula da Silva, sem provas, sobre uma suposta atuação dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN, Lula disse estar “muito preocupado” com uma tal ‘interferência’ do secretário de Estado americano, Marco Rubio.

“Já há indícios de interferência de inteligência artificial; eu estou muito preocupado com o Marco Rubio, porque o Marco Rubio é muito ligado ao pessoal do bolsonarismo, mas, por enquanto, é só suspeita”, alegou o petista. (Foto: EBC; Fonte: CNN)

 

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