Urgente: Trump detona governo Lula e diz que Brasil virou ‘centro de distribuição global de cocaína’

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O governo dos Estados Unidos acusou o Brasil de não adotar medidas suficientes contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), organizações que Washington passou a classificar neste ano como terroristas estrangeiras.

A avaliação consta de um documento assinado pelo presidente Donald Trump e encaminhado ao Congresso americano nesta quarta-feira (16).

Segundo Trump, a atuação das duas facções contribuiu para transformar o Brasil em um “centro de distribuição global de cocaína”.

O presidente americano afirmou que, enquanto diversos países do Hemisfério Ocidental adotam medidas para conter o tráfico de drogas e combater organizações criminosas, o governo brasileiro “falhou em confrontar as organizações estrangeiras designadas terroristas”.

O documento também apresenta a situação como parte de um cenário mais amplo de mudanças políticas na América do Sul. Trump afirma que “mudanças políticas drásticas” na região “criaram oportunidades históricas para a cooperação dos Estados Unidos com os governos da região”.




Entre os exemplos citados está a Venezuela, que, conforme o presidente americano, passou por uma mudança após a prisão e destituição, “pelo meu governo, do ex-ditador ilegítimo e narcotraficante Nicolás Maduro”. Com isso, Caracas deixou de integrar a relação de países apontados pelos EUA como incapazes de combater adequadamente o narcotráfico.

Ao tratar especificamente das organizações brasileiras, Trump afirmou que a situação exige uma resposta mais contundente das autoridades do país.

“Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente tomar medidas enérgicas para confrontá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam”, diz o documento.




A classificação adotada pelos Estados Unidos amplia as possibilidades de atuação contra as organizações e seus integrantes.

Entre as medidas previstas estão restrições financeiras e operacionais, limitações migratórias para membros e pessoas consideradas associadas aos grupos e maior utilização de recursos de inteligência do Departamento de Defesa americano.

O documento, porém, não constitui um novo tratado entre os dois países nem representa, por si só, a aplicação automática de sanções ao Brasil.




Trata-se de uma determinação anual exigida pela legislação americana e encaminhada pelo presidente ao Congresso, na qual são identificados países considerados “grandes rotas de trânsito ou grandes produtores de drogas ilícitas” para o ano fiscal de 2027.

A inclusão na lista tem, em geral, caráter diplomático e pode influenciar futuras negociações e perspectivas de cooperação e “ajuda” americana.

Além do Brasil, a relação apresentada por Washington inclui países como Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolívia, Birmânia, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Jamaica, Laos, México, Nicarágua, Paquistão, Panamá, Peru e Venezuela.




De acordo com a administração americana, fatores geográficos, comerciais e econômicos são considerados para determinar quais países aparecem na relação, inclusive nos casos em que os governos locais adotam medidas de repressão ao tráfico e controle de substâncias utilizadas na produção de drogas.

O presidente americano também direcionou cobranças a outros países. Trump afirmou que Canadá e México “precisam fazer muito mais” para impedir a entrada de drogas nos Estados Unidos e pediu “medidas mais enérgicas” da China, descrita por ele como “a maior produtora mundial de muitos dos precursores químicos usados na produção ilícita de fentanil, metanfetamina e outras drogas sintéticas”.




Na avaliação de Trump, houve avanços na cooperação de segurança com determinados governos da região. Ele elogiou a Argentina de Javier Milei, o Equador de Daniel Noboa e El Salvador de Nayib Bukele, classificados por ele como “três dos maiores aliados” americanos no Hemisfério, destacando “sua liderança, determinação e sucesso na luta contra o narcoterrorismo”.

O presidente também mencionou a Bolívia e disse esperar “um novo capítulo nas relações entre os Estados Unidos e a Bolívia sob a presidência de Rodrigo Paz”.

Trump ainda citou o Peru e a presidente Keiko Fujimori, destacando o compromisso de trabalhar com os Estados Unidos e outros aliados para “desmantelar o crime organizado”. Ao defender a política americana de combate ao tráfico, o presidente afirmou que as forças de segurança dos EUA registraram resultados expressivos.




“As agências de aplicação da lei dos Estados Unidos estão relatando apreensões recordes de drogas, e nossos aliados estão extraditando mais chefes de cartéis para os Estados Unidos do que nunca. Infligimos perdas sem precedentes aos nossos inimigos, e isso é só o começo”, afirma o documento.

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