Não foi só Mendonça: outros ministros foram alvo de monitoramento da PF

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André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi informado de que a área de inteligência da Polícia Federal teria produzido relatórios sobre outros integrantes da Corte.

Segundo a informação levada ao gabinete do magistrado, ao menos quatro ministros teriam sido alvo da coleta de dados: o próprio Mendonça, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux.

A revelação ocorre em meio à crise provocada por um documento interno da PF encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, então relator de investigações relacionadas ao caso, no qual eram apontadas supostas irregularidades na atuação de Mendonça.

O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, tinha até esta sexta-feira (11) para prestar esclarecimentos sobre o relatório.

A apuração sobre uma possível investigação irregular envolvendo Mendonça está sob condução do presidente do STF, Edson Fachin.

Na condição de relator dos inquéritos relacionados ao Banco Master, Mendonça avalia que a PF teria buscado informações sobre sua atuação e também sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias. O ministro classificou o documento como uma “arapongagem institucional”.




De acordo com as informações recebidas pelo gabinete de Mendonça, Dias Toffoli, que anteriormente era responsável pela relatoria do caso, também teria sido alvo de um “dossiê” elaborado internamente pela inteligência da PF. Os agentes avaliavam que Toffoli estaria “interferindo na atuação” da corporação durante as fases iniciais da Operação Compliance Zero.

O episódio que desencadeou a atual crise ocorreu na noite de 12 de fevereiro, quando Fachin se reuniu reservadamente com os nove ministros da Corte para discutir uma Arguição de Suspeição apresentada pelo diretor-geral da PF contra Toffoli. O encontro terminou com a redistribuição da investigação para Mendonça.




Além de Mendonça e Toffoli, a informação recebida pelo ministro aponta que Luiz Fux e Kassio Nunes Marques também podem ter sido incluídos no trabalho de inteligência da PF. Os dois magistrados vêm apoiando decisões de Mendonça relacionadas à condução da operação.

O relatório produzido sobre Mendonça se tornou público em 3 de setembro, após decisão de Alexandre de Moraes. Diferentemente de uma investigação criminal, o documento de inteligência não teria sido elaborado com base em elementos probatórios destinados a sustentar uma acusação.




Segundo o entendimento apresentado no caso, uma investigação contra ministro do STF exige autorização expressa do plenário da Corte.

A crise se agravou ao longo da semana. Na quarta-feira (9), Fachin apresentou uma resposta conjunta diante de decisões tomadas por Mendonça, Moraes e Flávio Dino no contexto das discussões sobre uma possível investigação de integrantes do Supremo. E mais: Por que Flávio está pedindo no TSE a cassação da chapa Lula-Alckmin. Clique AQUI para ver. (Foto: STF; Fonte: poder360)

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