A disputa pelo governo de Santa Catarina começa a apresentar uma vantagem significativa para o atual governador Jorginho Mello (PL). Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24), encomendada pela NSC, mostra o candidato à reeleição com 50% das intenções de voto no cenário estimulado.
João Rodrigues (PSD) aparece em segundo lugar, com 17%. Gelson Merísio (PSB) registra 4%, enquanto Professor Marcus Sodré (PSTU) tem 2%. Marcelo Brigadeiro (Missão) e Laís Chaud (UP) aparecem com 1% cada. Bruno Pedreiro, do PCO, também soma 1%, enquanto Ralf Zimmer (PRD) não chega a 1%.
Ainda há 16% de eleitores indecisos, enquanto 8% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo ou não comparecer às urnas.
### Segundo turno
A liderança de Jorginho Mello se amplia nas duas simulações de segundo turno apresentadas pela Quaest.
Contra João Rodrigues, o governador chega a 56%, enquanto o adversário soma 24%. Nesse cenário, 12% ainda não sabem em quem votar e 8% indicam voto branco, nulo ou ausência.
Na disputa hipotética contra Gelson Merísio, a vantagem é ainda maior. Jorginho aparece com 63%, contra 16% do candidato do PSB. Outros 11% estão indecisos e 10% optariam por branco, nulo ou não votariam.
A pesquisa também mostra que 57% dos entrevistados consideram definitiva a escolha do candidato ao governo. Outros 42% afirmam que ainda podem mudar de voto até a eleição, marcada para 4 de outubro.
###Mudanças no governo
A Quaest também perguntou aos catarinenses sobre o rumo que esperam para a próxima administração estadual.
A maior parcela, 45%, prefere que o próximo governador faça mudanças apenas nos pontos considerados insatisfatórios. Outros 34% defendem a continuidade do trabalho realizado atualmente.
Já 18% entendem que Santa Catarina precisa passar por uma mudança completa na condução do governo. Outros 3% não souberam ou não responderam.
###Saúde é apontada como principal problema
A saúde aparece como a principal preocupação dos eleitores catarinenses. O tema foi citado por 25% dos entrevistados como o maior problema do Estado.
Na sequência aparecem infraestrutura, com 12%, violência, com 11%, e educação, com 8%. As enchentes e a economia foram mencionadas por 7% cada.
Pobreza e desigualdade somam 3%, assim como trânsito e transporte público. Corrupção foi citada por 2% e desemprego por 1%.
Outros problemas foram mencionados por 8% dos entrevistados, enquanto 2% afirmaram não haver um problema específico. Outros 11% não souberam ou não responderam.
##Senado
Se a corrida pelo governo apresenta vantagem expressiva para Jorginho Mello, a disputa pelas duas cadeiras de Santa Catarina no Senado aparece muito mais aberta.
Em 2026, cada Estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores. Por isso, o eleitor terá de escolher dois nomes diferentes para o Senado.
Na combinação dos dois votos, que reúne as preferências declaradas para a primeira e a segunda vagas, Esperidião Amin (PP) lidera com 19%.
Carlos Bolsonaro (PL) aparece em segundo, com 16%, seguido por Carol De Toni (PL), com 12%. Décio Lima (PT) registra 9%.
Na sequência estão Afrânio Boppré (PSOL) e Lunelli (MDB), ambos com 2%. Túlio de Amorim Pfuetzenreiter (Missão), Ana Lúcia da Silveira Machado (UP), Joaninha de Oliveira (PSTU), Carol (PCO), Marlene Soccas (UP) e Jeferson Rocha (PRD) têm 1% cada. Marcos Dorval (PSTU) aparece com 0%.
Nesse cenário, 23% dos entrevistados não souberam ou não responderam e 11% indicaram voto branco ou nulo.
### Amin e Carlos lideram primeira escolha
Considerando somente o candidato escolhido para a primeira vaga, Esperidião Amin chega a 23%, enquanto Carlos Bolsonaro aparece com 21%.
Carol De Toni registra 12% e Décio Lima, 10%. Afrânio Boppré e Lunelli têm 2% cada.
Os demais candidatos ficam em 1% ou abaixo. Há ainda 17% de indecisos e 9% de votos brancos ou nulos.
### Segunda vaga tem maior indefinição
A disputa pela segunda cadeira é ainda mais aberta. Amin aparece com 15%, enquanto Carlos Bolsonaro e Carol De Toni estão empatados com 12%.
Décio Lima registra 7%, seguido por Afrânio Boppré, com 3%, e Lunelli, com 2%. Os demais nomes têm 1%.
O nível de indecisão cresce nesse cenário: 29% não sabem ou não responderam, enquanto 13% afirmam que votarão em branco ou anularão o voto.
### 84% não citam candidato espontaneamente
O grau de indefinição fica ainda mais evidente na pesquisa espontânea, realizada sem apresentar previamente os nomes dos candidatos.
Carol De Toni e Esperidião Amin aparecem empatados com 4%, enquanto Carlos Bolsonaro tem 3%. Afrânio Boppré, Décio Lima e Lunelli registram 1% cada. Outros nomes somam 1%.
A grande maioria, porém, não conseguiu indicar espontaneamente um candidato: 84% estão indecisos. Outros 1% declararam voto branco, nulo ou afirmaram que não pretendem votar.
Para 45% dos eleitores, a escolha para o Senado já está definida. A maioria, 55%, ainda admite mudar de voto até 4 de outubro.
### Metodologia
A Quaest entrevistou 804 pessoas com 16 anos ou mais entre 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SC-00517/2026 e BR-07160/2026. (Foto: Alerj; Fonte: G1)

