O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou uma nova política de acompanhamento hormonal para integrantes das Forças Armadas. A partir dos 30 anos, militares passarão a ter a possibilidade de realizar exames anuais para verificar os níveis de testosterona, segundo informou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, na quarta-feira (16).
De acordo com Hegseth, a iniciativa tem como objetivo detectar casos de deficiência de testosterona, uma condição que, segundo especialistas, pode afetar a saúde e o desempenho físico dos indivíduos. O secretário afirmou ainda que os militares diagnosticados com níveis abaixo do recomendado poderão receber a opção de iniciar uma terapia de reposição hormonal.
Em uma mensagem publicada em vídeo, Hegseth destacou que a redução da testosterona faz parte do processo natural de envelhecimento. “É um fato cientificamente comprovado que, à medida que envelhecemos, os níveis de testosterona frequentemente diminuem de forma natural”, afirmou.
Pelas novas regras, o exame será incorporado às avaliações médicas anuais dos militares com 30 anos ou mais. Caso seja identificado um nível considerado baixo do hormônio, o tratamento de reposição será oferecido, mas a adesão continuará sendo uma escolha voluntária de cada integrante das Forças Armadas. Militares mais jovens também poderão solicitar a realização do teste.
A decisão ocorre em meio a uma mudança de postura do governo americano sobre terapias de reposição de testosterona. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos vem analisando a flexibilização de algumas restrições relacionadas ao tratamento, incluindo a possibilidade de retirar limitações para homens com baixa hormonal associada ao envelhecimento.
Apesar da justificativa apresentada pelo Pentágono, a medida provocou críticas entre parlamentares democratas. A medida ainda deverá ser detalhada pelo Departamento de Defesa, incluindo os protocolos médicos que serão utilizados para avaliar os níveis hormonais dos militares. E mais: EUA anunciam tarifa de 25% contra o Brasil e apontam Lula como culpado. Clique AQUI para ver. (Foto: PixaBay; Fonte: CNN)

