O número de mortos após os terremotos que atingiram a Venezuela voltou a subir e já chega a 3.342 vítimas fatais, segundo atualização divulgada no domingo (5) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez (PSUV, esquerda).
De acordo com o novo balanço oficial, o desastre também deixou 16.740 feridos e 17.345 pessoas desalojadas. As operações de busca e resgate seguem em andamento, com apoio de equipes internacionais que auxiliam as autoridades locais.
O governo venezuelano informou ainda que 6.462 pessoas foram resgatadas desde o início da tragédia e que quase 86,8 mil famílias receberam algum tipo de assistência humanitária. As estruturas afetadas chegam a 856 edifícios danificados, enquanto outros 190 desabaram completamente. Até o momento, foram registradas 995 réplicas dos abalos sísmicos.
Os tremores ocorreram em 24 de junho, quando dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram as regiões de La Guaira e áreas próximas de Caracas, além dos estados de Carabobo e Aragua. O episódio já é considerado uma das maiores tragédias naturais da história recente do país.
Em meio ao aumento do número de vítimas, a presidente interina Delcy Rodríguez rejeitou a possibilidade de instabilidade social provocada pela crise. Durante evento oficial no Forte Tiuna, em Caracas, ela afirmou: **“Não haverá convulsão social, aqui o que existe é solidariedade social profunda do nosso povo”**.
Delcy assumiu interinamente a chefia do Executivo após a captura de Nicolás Maduro no início deste ano, em uma operação conduzida pelos Estados Unidos.
Apesar das declarações do governo, moradores das áreas mais afetadas relatam insatisfação com a resposta das autoridades. Em entrevistas concedidas à agência AFP, parte da população criticou a lentidão no atendimento às vítimas e a situação nas regiões devastadas.
No sábado (4), o Ministério das Comunicações havia divulgado um balanço anterior com 2.954 mortos e 16.592 feridos. A atualização mais recente confirma o avanço das cifras e reforça a dimensão da tragédia no país. E mais: Trump voltar a mirar ex-aliada Giorgia Meloni, da Itália. Clique AQUI para ver.

