Um dos maiores nomes da congregação evangélica no Brasil, o pastor Silas Malafaia foi atacado por Janja. Durante sua participação no 4º ‘Encontro Nacional de Evangélicos do PT‘, a esposa de Lula resgatou críticas feitas pelo pastor em relação às reuniões que ela vem realizando com mulheres evangélicas desde o segundo semestre de 2025 para rebatê-lo.
O ponto central da divergência envolve declarações anteriores do líder religioso, que questionou o valor dessas interlocuções e chegou a afirmar, em entrevista concedida em agosto do ano passado, após um encontro promovido pela primeira-dama em uma igreja de Ceilândia (DF), que as participantes não tinham relevância no meio religioso, dizendo que não possuíam “nenhum pingo de expressão no mundo evangélico”.
Malafaia tentava explicar que a ação nada mais era do que uma forma do PT tentar se aproximar do mundo evangélico.
Em sua fala no evento, Janja disparou: “Ele teve a cara de pau de ir em uma rede social e falar que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele, porque toda mulher, para mim, é importante”, afirmou. Ela também indicou que não costuma se referir a Malafaia como ‘pastor’.
Ela alegou ainda a importância do caráter dos encontros, dizendo que o tamanho das reuniões não é o fator determinante. “não importa se eu fiz uma reunião com duas, com três, com duzentas, com mil. O que importa é que eu conversei, o que importa é que eu ouvi elas”, disse, ao defender a continuidade da iniciativa.
Segundo Janja, o objetivo inicial das conversas era compreender melhor as ‘barreiras que afastam mulheres evangélicas de setores políticos de esquerda. Com o avanço das agendas, ela afirma ter percebido que as dificuldades relatadas por essas mulheres se assemelham, independentemente de orientação política.
“Eu queria ouvir delas, queria entender qual era a dificuldade de nos aproximarmos efetivamente. E eu percebi que não tem dificuldade, porque é isso mesmo. As dificuldades que as mulheres nos seus territórios sentem são as mesmas de uma mulher progressista e de uma mulher de direita. Não existe essa separação”, declarou.
Ela também destacou o papel das igrejas como espaços de apoio social, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade. “A igreja também é uma porta de entrada para mulheres vítimas de violência que vêm buscar socorro ali. Muitas vezes elas são acolhidas pelas irmãs e muitas vezes não são acolhidas pelos pastores, mas as irmãs do entorno acolhem essas mulheres, e isso é muito importante”. E mais: Datena deixa EBC. Clique AQUI para ver. (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: Congresso em Foco)

