O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato à Câmara dos Deputados José Dirceu foi diagnosticado com linfoma, tipo de câncer que afeta o sistema linfático.
Ele está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o último dia 10 de maio para a realização de exames.
De acordo com boletim médico divulgado nesta sexta-feira (15), o hospital informou que o paciente “se encontra em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico”.
O comunicado também detalha que o diagnóstico foi confirmado após uma bateria de exames realizados durante a internação.
“O paciente José Dirceu de Oliveira e Silva foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no dia 10 de maio para a realização de exames gerais, que revelaram o diagnóstico de linfoma. Ele se encontra em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico”, informou a unidade de saúde.
O linfoma é um tipo de câncer que atinge o sistema linfático, responsável pela defesa do organismo contra infecções.
Figura histórica do Partido dos Trabalhadores, Dirceu foi ministro da Casa Civil durante o primeiro mandato do de Luiz Inácio Lula da Silva e completou 80 anos em março deste ano.
O político também já exerceu mandatos como deputado estadual e federal por São Paulo. Após mais de duas décadas afastado das disputas eleitorais, ele anunciou neste ano seu retorno à política e pretende concorrer novamente a uma cadeira na Câmara dos Deputados.
José Dirceu foi alvo de diferentes condenações no âmbito das operações que investigaram esquemas de corrupção no país, especialmente o mensalão e a Operação Lava Jato.
Em 2012, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção ativa no caso do mensalão. No ano seguinte, em novembro de 2013, chegou a ser preso, obtendo posteriormente autorização para cumprir parte da pena em regime domiciliar.
Em 2015, voltou a ser detido no contexto das investigações da Lava Jato, desta vez relacionado ao chamado petrolão. No decorrer do processo, foi condenado em diferentes ações.
Em uma delas, recebeu pena de 23 anos e três meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e recebimento de vantagem indevida. Em outra decisão posterior, foi condenado a 11 anos e três meses pelos mesmos tipos de crimes, totalizando mais de 30 anos de pena somada no âmbito da operação.
Ao longo dos anos seguintes, as decisões judiciais envolvendo o ex-ministro passaram por revisões. Em outubro de 2024, o ministro Gilmar Mendes anulou condenações impostas a Dirceu na Lava Jato, ao entender que havia elementos que colocavam em dúvida a ‘imparcialidade’ do então juiz Sergio Moro e de integrantes da força-tarefa da operação.
Segundo a decisão, esses fatores teriam comprometido o direito a um julgamento considerado justo e imparcial. E mais: Produtora de filme de Bolsonaro diz que Flávio buscou diversos empresários. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: UOL)

