Preocupante: Índia defende volta do home office para economizar combustível

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O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, pediu que empresas e trabalhadores retomem práticas adotadas em 2020, como o home office e as reuniões virtuais, diante da escalada nos preços internacionais do petróleo.

Segundo Modi, a medida busca diminuir o consumo de gasolina e diesel no país, preservando as reservas financeiras indianas em meio ao aumento dos custos da energia provocado pela guerra no Irã. O premiê afirmou que a redução no uso de combustíveis ajudaria a economizar moedas estrangeiras, fundamentais para as contas externas do país.

“Os altos preços globais dos combustíveis significam que a Índia deve economizar divisas estrangeiras usando menos gasolina e diesel”, declarou o líder indiano ao defender a ampliação do trabalho remoto.




O governo avalia que a redução da circulação de pessoas e veículos pode aliviar os gastos da Índia com importações de energia, especialmente em um momento de tensão crescente no Oriente Médio.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o petróleo acumula forte valorização no mercado internacional. O barril do tipo Brent, referência global para os preços da commodity, saltou de US$ 72,48 para US$ 101,29 até a última sexta-feira. Durante os momentos mais críticos da crise, a cotação chegou perto de US$ 120.

A pressão sobre o mercado foi intensificada pelas restrições na navegação do Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo consumido no planeta.

Localizado entre o golfo Pérsico e o golfo de Omã, o estreito é considerado um dos principais corredores marítimos do mundo para o transporte de petróleo e derivados. Especialistas avaliam que qualquer ameaça ao fluxo na região provoca impacto imediato nos preços internacionais da energia.




A importância de Hormuz, porém, não se limita ao petróleo. O local também é fundamental para cadeias globais de abastecimento, já que concentra parte relevante do transporte marítimo de combustíveis, fertilizantes e outras mercadorias estratégicas.

Por ser classificado como uma rota de navegação internacional, o estreito possui regras específicas previstas na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, conhecida como Convenção de Montego Bay.

O tratado estabelece o chamado “regime de passagem em trânsito”, permitindo que embarcações e aeronaves atravessem a região de forma contínua, sem necessidade de autorização prévia.




As normas internacionais também determinam que países costeiros não podem bloquear ou suspender a passagem de navios na área. O artigo 44 da convenção obriga os Estados a garantir a navegação e informar possíveis riscos, enquanto o artigo 39 proíbe embarcações de praticarem atividades sem relação com o trânsito, como ameaças militares ou uso da força.

Embora não tenha ratificado oficialmente a convenção, o Irã é apontado por especialistas como obrigado a seguir essas regras por força do direito internacional consuetudinário, consolidado ao longo dos anos por tratados e decisões da Corte Internacional de Justiça sobre estreitos internacionais. E mais: Pesquisa revela novos números para o Governo e o Senado no Paraná. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: AFP)

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