A The Walt Disney Company iniciou uma nova rodada de demissões e desligou aproximadamente 1.000 funcionários, em um movimento que impacta diretamente áreas estratégicas do grupo, incluindo a Marvel Studios.
Os cortes atingiram principalmente equipes ligadas à criação e ao desenvolvimento visual, que foram reduzidas a estruturas mais enxutas.
A decisão sinaliza uma mudança no direcionamento da companhia, que busca diminuir custos operacionais e reduzir o ritmo de lançamentos.
Com a reestruturação, a Disney passa a priorizar a lucratividade, deixando em segundo plano a estratégia anterior de expansão acelerada de conteúdos tanto para o cinema quanto para o streaming.
Além das áreas criativas, setores como produção, jurídico e finanças também foram afetados, o que levanta questionamentos sobre o andamento de grandes projetos em desenvolvimento.
A iniciativa faz parte de uma revisão mais ampla do modelo de negócios da empresa, que tenta equilibrar despesas e desempenho em um ambiente cada vez mais competitivo no setor de entretenimento.
O movimento também marca o início da gestão de Josh D’Amaro à frente da companhia.
Menos de um mês após assumir o comando, o executivo comunicou aos funcionários a nova rodada de cortes, como parte de um plano para reorganizar a estrutura diante das transformações do mercado.
As demissões atingem diferentes divisões da empresa, incluindo marketing, estúdios, televisão, ESPN, produtos, tecnologia e funções corporativas. A empresa já começou a notificar os colaboradores afetados ao longo desta semana.
De acordo com o Wall Street Journal, as demissões estão inseridas em uma iniciativa interna batizada de “Projeto Imagine”.
Liderado pelo chefe de marketing Asad Ayaz, o plano busca unificar as áreas de promoção de cinema, televisão e streaming em uma única estrutura centralizada.
A proposta é reduzir redundâncias, simplificar processos e cortar custos operacionais — uma diretriz que já vinha sendo avaliada pela empresa antes mesmo da chegada de Josh D’Amaro ao comando.
Essa reestruturação integra uma estratégia financeira mais ampla da companhia, que inclui um programa de recompra de ações estimado em US$ 7 bilhões.
Segundo a Reuters, a Disney pretende otimizar o uso de capital para viabilizar novos investimentos, entre eles um plano de US$ 60 bilhões voltado à expansão de parques temáticos e experiências ao longo da próxima década.
Apesar do impacto das demissões, os desligamentos representam menos de 1% da força de trabalho global da empresa, que soma cerca de 231 mil funcionários. E mais: Ações da Tesla disparam com simples post de Elon Musk. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: O Globo)

