Em ano eleitoral, o governo Luiz Inácio Lula da Silva prepara novas medidas para reduzir o custo do crédito consignado destinado a trabalhadores do setor privado com carteira assinada e aposentados do INSS.
A principal iniciativa em discussão prevê a criação de um limite para os juros dessa modalidade de empréstimo. A proposta deve ser debatida ainda nesta semana em reunião do comitê responsável pelo consignado.
O plano do Ministério do Trabalho é estabelecer um mecanismo para restringir as taxas cobradas pelas instituições financeiras ainda neste mês.
Outra frente de ação envolve a utilização do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia para o consignado privado.
Com o aval do Ministério da Fazenda, o governo solicitou à Dataprev que acelere os ajustes nos sistemas para permitir que a novidade esteja disponível entre abril e maio.
No caso dos aposentados e pensionistas, o Ministério da Previdência trabalha na criação de uma plataforma dentro do aplicativo Meu INSS que permitirá a oferta de empréstimos consignados por meio de um sistema de leilão entre bancos.
A expectativa do governo é que a concorrência entre as instituições financeiras ajude a reduzir as taxas cobradas dos beneficiários.
O novo modelo de consignado para trabalhadores do setor privado, chamado de “Crédito do Trabalhador”, completa um ano no próximo dia 21 de março. Lançado com forte apelo popular, o programa tem sido apresentado pelo Palácio do Planalto como uma iniciativa voltada a ampliar o acesso ao crédito em condições mais favoráveis.
Os números do programa são considerados positivos pelo governo. Até o fim de fevereiro, o volume total de crédito alcançou R$ 110 bilhões, sendo R$ 77 bilhões em novos empréstimos.
Inicialmente, a expectativa era que a marca de R$ 100 bilhões só fosse superada no final de 2026. Ao todo, cerca de 9 milhões de trabalhadores aderiram à modalidade, que já soma aproximadamente 19 milhões de contratos.
Apesar do crescimento, o custo do crédito ainda gera preocupação. Segundo dados do Ministério do Trabalho, a taxa média do consignado privado chegou a 3,26% ao mês após um ano de funcionamento. O governo considera, porém, que seria possível reduzir esse percentual para menos de 3%.
Técnicos do governo apontam que algumas instituições financeiras estariam cobrando taxas muito acima da média, em alguns casos chegando a 8% ao mês. A avaliação é que esses bancos utilizam processos automatizados e oferecem crédito com rapidez, sem uma análise mais detalhada do risco, com o objetivo de atrair clientes. E mais: o pedido de Lula para Lulinha após quebra do sigilo do filho. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: O Globo)

