Disparada de Flávio nas pesquisas faz Governo repensar alta de imposto nos eletrônicos

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A repercussão política do aumento das tarifas de importação sobre produtos eletrônicos, como smartphones, levou o governo Lula a reavaliar a medida e já considerar sua revogação parcial ou até total. A informação é do jornal O Globo.

Pesquisas recentes indicam avanço da oposição a Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto críticas nas redes sociais ampliaram o desgaste em torno da iniciativa.




O reajuste tarifário estava previsto no Orçamento aprovado no fim do ano passado, com impacto estimado em R$ 14 bilhões a mais no caixa do governo, mas só entrou em vigor no início deste mês.

Ao todo, mais de 1,2 mil produtos, entre eletrônicos e bens de capital, tiveram as alíquotas elevadas para patamares que variam de 7,2% a 25%, passando por faixas intermediárias como 10%, 12,6%, 15% e 20%.




Na noite de quarta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, saiu em defesa do tarifaço. Segundo ele, a medida busca proteger a indústria nacional e não deverá provocar aumento de preços ao consumidor.

Haddad, porém, ressaltou que o próprio texto prevê a possibilidade de revogação para itens que não tenham produção equivalente no Brasil.

De acordo com reportagem do jornal O Globo, uma eventual reversão do aumento não teria impacto fiscal tão expressivo. Isso porque parte relevante dos produtos já é fabricada no país e existem mecanismos como o drawback, que reduz custos de importação de insumos destinados à exportação.




Nos bastidores, integrantes do governo admitem preocupação com a exploração política do tema pela oposição, que remete a episódios recentes de desgaste.

Um deles foi a polêmica sobre a suposta taxação do Pix, no início do ano passado, criada a partir de um normativo da Receita Federal sobre prestação de informações por fintechs. À época, diante da reação negativa da opinião pública, o Planalto recuou e só retomou o tema meses depois.

Outro exemplo lembrado internamente é a chamada “taxa das blusinhas”, aprovada pelo Congresso em 2024 por unanimidade, mas que até hoje gera custos políticos para o governo.




O cenário se torna ainda mais delicado diante dos números das pesquisas eleitorais. Levantamento recente da AtlasIntel mostra empate técnico e desvantagem numérica de Lula em simulações de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL.

Diante desse contexto, a área política do governo avalia que insistir no aumento das tarifas pode ampliar o desgaste num momento de sensibilidade eleitoral, abrindo espaço para um novo recuo estratégico. E mais: Puma anuncia prejuízo milionário, cancela dividendos e aposta na China. Clique AQUI para ver. (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: O Globo)

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