Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente na corrida presidencial de 2026 em todos os cenários de primeiro turno testados pelo instituto Real Time Big Data. A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (9), também mostra a consolidação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como principal adversário do petista.
O levantamento ouviu 2.000 eleitores em todas as regiões do país nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O instituto não simulou cenários de segundo turno.
O nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não foi incluído no estudo. No fim de janeiro, ele declarou apoio “sem dúvidas” à eventual candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.
No cenário 1:
Lula: 39% (de de 37% a 41%)
Flávio: 30% (de 32% a 28%)
Zema: 3%
No cenário 2:
Lula: 40%
Flávio: 32%
Eduardo Leite: 5%
Zema: 4%
No cenário 3:
Lula: 40%
Flávio: 32%
Caiado: 6%
Zema: 4%
Além das intenções de voto, a pesquisa avaliou o grau de conhecimento, rejeição e potencial eleitoral dos principais nomes testados. Nesse quesito, Lula e Flávio Bolsonaro despontam como os candidatos mais conhecidos e com eleitorado mais definido.
Entre os entrevistados, 33% afirmam que Lula já é o seu voto. Outros 17% dizem que poderiam votar no petista. A rejeição, no entanto, é elevada: 48% declaram que o conhecem, mas não votariam nele.
Apenas 2% afirmam não conhecê-lo o suficiente. O eleitorado de Lula se concentra majoritariamente à esquerda (84%), com presença menor de eleitores de centro (18%) e residual à direita (1%).
Flávio Bolsonaro registra 18% de voto consolidado e aparece com 28% de eleitores que afirmam que poderiam votar nele. A rejeição atinge 49%, enquanto 13% dizem não conhecê-lo o suficiente. Entre os que declaram voto no senador, 71% se identificam com a direita, 13% com o centro, 2% com a esquerda e 14% não souberam responder.
Outros possíveis candidatos ligados ao PSD — como Ratinho Jr., Ronaldo Caiado e Eduardo Leite — apresentam baixo índice de voto já definido, variando entre 2% e 5%. Por outro lado, esses nomes ainda contam com margem de crescimento, já que entre 32% e 38% dos entrevistados afirmam que poderiam votar neles, indicando espaço para avanço ao longo do processo eleitoral. (Foto: EBC; Fonte: Poder360)

