O Palácio do Planalto acelera os ajustes no primeiro escalão do governo petista à medida que o calendário eleitoral se aproxima.
As movimentações, que vinham sendo tratadas de forma reservada desde o fim do ano passado, ganharam força nas últimas semanas e envolvem cargos considerados estratégicos para a condução da política econômica e para a montagem de palanques regionais.
Nesse contexto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia mudanças no comando do Ministério da Fazenda. Fernando Haddad (PT), que retornou de férias nesta segunda-feira (12), deve deixar o cargo ainda em fevereiro.
Os rumores sobre a saída começaram a circular em dezembro e, posteriormente, foram confirmados pelo próprio ministro, que pretende se dedicar à campanha de reeleição do presidente.
Para ocupar a vaga, Lula analisa indicar o atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, conforme reportagem da CNN. (continua)
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(segue) Além disso, interlocutores do petista relatam que o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, também tem sido citado como opção para assumir a posição de número dois da pasta.
A saída de Haddad integra um pacote mais amplo de alterações no ministério, motivado pelo prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral. A expectativa no Planalto é de que novas trocas na Esplanada sejam anunciadas gradualmente até abril.
Embora Haddad tenha afirmado publicamente que não pretende disputar cargos eletivos em 2026, sua saída reacendeu especulações sobre o futuro político do ministro.
Nos bastidores, aliados de Lula ainda trabalham com a possibilidade de que a decisão seja revista a pedido direto do presidente.
Duas hipóteses seguem em discussão para Haddad: uma candidatura ao governo de São Paulo ou uma vaga no Senado pelo estado. A indefinição, no entanto, tem dificultado a estratégia do PT no maior colégio eleitoral do país.
Com a resistência de Haddad em disputar o Palácio dos Bandeirantes, Lula enfrenta obstáculos para consolidar um palanque competitivo em São Paulo.
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(segue) O MDB, partido da ministra Simone Tebet, resiste a um eventual lançamento dela no estado e já sinalizou apoio à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A sigla prefere que Tebet concorra ao Senado pelo Mato Grosso do Sul, posição que também agrada ao entorno da ministra, que não vê com bons olhos a mudança de domicílio eleitoral.
Uma definição mais clara sobre o cenário paulista deve ocorrer apenas em março, após uma conversa decisiva entre Lula e Haddad. Internamente, o PT pressiona para que o ministro aceite disputar o governo estadual, enquanto Haddad demonstra preferência por coordenar a campanha presidencial.
O presidente tem reforçado a aliados a necessidade de um palanque robusto em São Paulo, lembrando que, em 2022, o desempenho de Haddad foi decisivo para conter a vantagem de Jair Bolsonaro (PL) na Região Metropolitana, evitando uma vitória nacional do adversário.
Lula também chegou a defender uma candidatura do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ao governo paulista, mas Alckmin prefere permanecer na chapa presidencial, especialmente diante da provável tentativa de reeleição de Tarcísio de Freitas.
Além das dificuldades na disputa pelo governo estadual, o Planalto também enfrenta entraves na montagem das candidaturas ao Senado em São Paulo. Para uma das vagas, Lula avalia lançar a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. (Foto: Ag. Senado; Fonte: CNN)

