O mercado de locação residencial segue em forte ascensão no país. Nos 12 meses encerrados em outubro de 2025, os aluguéis tiveram avanço de 10,08%, de acordo com o índice FipeZap — ritmo bem superior ao da inflação oficial, já que o IPCA do período ficou em 4,68%, conforme dados do IBGE.
Os imóveis de um dormitório foram os que mais encareceram no último ano, com alta de 10,62%. Na outra ponta, unidades com quatro ou mais quartos registraram valorização mais moderada, de 9,37%.
O aumento dos preços atingiu 22 capitais brasileiras, com Aracaju liderando o ranking: a capital sergipana viu os aluguéis saltarem 21,57% em 12 meses. Logo depois aparecem Teresina (19,91%) e Belém (17,51%), que também registraram elevações expressivas.
No acumulado de janeiro a outubro, o indicador de locação avançou 8,06%, marca que também supera com folga os 3,73% do IPCA no mesmo período. Novamente, Aracaju (20,34%), Teresina (18,13%) e Belém (13,83%) lideram as maiores altas no ano.
O levantamento aponta ainda que o preço médio nacional do aluguel em outubro chegou a R$ 50,32 por metro quadrado. Entre as capitais, São Paulo segue no topo, com média de R$ 61,91/m², seguida de Belém (R$ 61,64/m²) e Recife (R$ 61,10/m²). E mais: PF investiga se Ramagem deixou o Brasil; Psol pede prisão. Clique AQUI para ver. (Foto: PixaBay; Fonte: portal Portas)
E o consórcio imobiliário?
O setor de consórcios de imóveis atravessa uma fase inédita no país, o que reflete a dificuldade do financiamento (com taxas altas) e do valor caro do aluguel.
Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) mostram que as vendas de cotas saltaram 294% entre 2020 e 2025. Apenas de janeiro a agosto, o volume comercializado passou de 206,92 mil cotas, em 2020, para 815,06 mil neste ano. O número de consorciados ativos também impressiona: são 2,5 milhões, alta de 152,9% em seis anos.
Entre janeiro e agosto de 2025, os créditos negociados somaram R$ 170,09 bilhões, montante 35,8% maior que o registrado no mesmo período de 2024. As contemplações — quando o imóvel é efetivamente adquirido — também avançaram: cresceram 32,7%, liberando R$ 19,37 bilhões em créditos, um salto de 46,1%.
A pesquisa revela ainda a renovação do perfil dos consorciados. Jovens de 18 a 30 anos já representam 36% do total, mostrando que o consórcio vem se consolidando como ferramenta de planejamento financeiro entre as novas gerações.
O crescimento ocorre em todas as regiões do país. O Sudeste lidera em volume e créditos concedidos, concentrando cerca de 43% do total nacional, impulsionado por São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Em seguida aparece o Nordeste, com cerca de 25% das novas adesões, sobretudo na Bahia e em Pernambuco.
O Sul, com 18% das cotas vendidas, se destaca pelo perfil mais planejador do consumidor e pelo uso crescente do consórcio como investimento.
O Centro-Oeste (8%) e o Norte (6%) mantêm ritmo acelerado de expansão, notadamente em cidades médias e regiões agroindustriais, onde o aumento da renda tem ampliado a busca pela modalidade.
Considerando os sete primeiros meses do ano, as contemplações equivalem a 24,3% dos 327,17 mil imóveis financiados no período — o que representa um imóvel adquirido por consórcio a cada quatro vendidos no país.
Um avanço importante em relação ao ano anterior, quando essa participação era de 17,8%, ou seja, um imóvel a cada cinco comercializados. (Fonte: Monitoramento Mercantil)

