Folha de SP chama gestão de Lula nas estatais de ‘descalabro’

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O editorial da Folha de S.Paulo desta semana destaca o “descalabro” das empresas estatais federais, alertando para perdas financeiras recorrentes que podem gerar aportes bilionários do Tesouro Nacional, ou seja, do contribuinte brasileiro.

Conforme a Folha de SP, “numa gestão marcada por ideologia estatista e desapreço por regras básicas de boa governança, não é surpresa que as empresas estatais federais se encontrem depauperadas”.

O jornal aponta que o 7º Relatório de Riscos Fiscais do Tesouro Nacional revela que nove empresas controladas pelo governo federal acumulam prejuízos recorrentes, ampliando o risco de novos aportes públicos.




O editorial ressalta que, entre as 27 estatais com receitas próprias consideradas no cálculo do déficit público — excluindo Petrobras e bancos oficiais —, “o relatório projeta déficits de R$ 6,2 bilhões neste ano e R$ 6,7 bilhões em 2026”.

Prejuízos recordes
O caso mais crítico, segundo a Folha, é o dos Correios, que registraram prejuízo de R$ 2,6 bilhões só no segundo trimestre de 2025, quase cinco vezes o valor do mesmo período em 2024, que foi de R$ 553 milhões, totalizando R$ 4,4 bilhões no semestre.

O editorial afirma que “aventa-se um empréstimo à empresa de R$ 20 bilhões, com aval do Tesouro, algo que apenas adiaria o inevitável e traria ainda mais custos financeiros para a sociedade”.

Outros exemplos citados incluem a ENBPar, controladora da Eletronuclear, que precisa de um aporte urgente de R$ 1,4 bilhão para cobrir despesas até o fim do ano.




A conclusão da usina nuclear inacabada de Angra 3 poderia demandar cerca de R$ 20 bilhões, segundo estimativas. Também são mencionadas Infraero, Casa da Moeda e Companhias Docas do Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Pará como entidades em situação de prejuízo ou queda de receita.

Causas políticas e administrativas
Conforme a Folha de SP, parte do descalabro decorre de decisões judiciais que abriram espaço para indicações políticas:

“O desastre atual não é acidente e foi ajudado pela liminar concedida em março de 2023 por Ricardo Lewandowski, então ministro do Supremo Tribunal Federal e hoje ministro da Justiça, que suspendeu trechos da Lei das Estatais e facilitou nomeações sem qualificação técnica”.




O jornal reforça que a decisão permitiu que “diretorias e conselhos das empresas fossem preenchidos com aliados partidários e sindicalistas” e que, mesmo após o STF validar restrições legais em maio de 2024, os indicados permaneceram até o fim dos mandatos.

Falta de gestão profissional
O editorial critica a gestão atual e questiona promessas não cumpridas da administração federal: “Luiz Inácio Lula da Silva prometeu retomada das estatais como motores de desenvolvimento, mas entrega novamente a sangria de recursos públicos”.

Segundo a Folha de SP, “sem um amplo programa de recuperação, com gestão profissional e corte de benesses, não há solução — e, onde for possível, a privatização é o antídoto”. O jornal destaca que empresas como os Correios, com rede obsoleta e prejuízos crônicos, “já deveriam ter sido passados há mais tempo para o controle privado”.




O editorial conclui alertando para os riscos de manter o modelo atual: “O risco a essa altura é não haver interessados, e o menos custoso nessa hipótese seria fechar a estatal. Manter o modelo atual é condenar os pagadores de impostos a mais um ciclo de rombos”. E mais: Fã paga R$ 37 milhões em apartamento onde Mick Jagger viveu por dois anos. Clique AQUI para ver. (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: Folha de SP)

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