Trump abre possibilidade de diálogo com Maduro

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou no domingo (16) que está disposto a considerar conversas oficiais com o líder venezuelano Nicolás Maduro (PSUV).

A fala indica uma possível mudança de postura da Casa Branca em relação ao governo de Caracas. “Podemos ter algumas conversas com Maduro e vamos ver onde isso vai dar. Eles gostariam de conversar”, declarou Trump a repórteres, ressaltando que “eu converso com qualquer pessoa”.

Maduro, por sua vez, já demonstrou abertura para negociações, porém reforçou a autonomia nacional, assegurando que “ninguém vai tirar a independência” da Venezuela. (Continua)




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O sinal diplomático ocorre enquanto os EUA promovem operações militares contra embarcações na região caribenha. Washington justifica as ofensivas como ações de combate ao narcotráfico. Desde setembro, 21 barcos foram destruídos por forças norte-americanas em águas internacionais, resultando em pelo menos 83 mortes.

Embora tenha mencionado possibilidade de diálogo, Trump deixou claro que não pretende afrouxar o cerco militar. “Estamos impedindo traficantes e drogas de entrarem em nosso país”, afirmou.




Segundo autoridades dos EUA, o governo venezuelano manteria laços com organizações de tráfico internacional. No mesmo domingo, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou na rede social X que o Departamento de Estado classificaria o Cartel de los Soles como uma “organização terrorista estrangeira”, medida que torna crime o apoio material ao grupo. O cartel é suspeito de atuar em parceria com a organização Tren de Aragua, enviando drogas para território norte-americano.

Na última sexta-feira (14), Trump autorizou uma nova operação militar nas águas do Caribe. A ofensiva, batizada de “Lança do Sul”, pretende confrontar aquilo que a Casa Branca define como “narcoterroristas”.

Segundo o secretário de Guerra, Pete Hegseth, a iniciativa será conduzida em conjunto com o Comando Militar Sul, responsável por ações na região latino-americana.




A mobilização amplia a presença militar dos EUA no continente e envolve quase dez embarcações da Marinha, cerca de 12 mil militares e o porta-aviões USS Gerald R. Ford, considerado o maior do mundo, reposicionado estrategicamente no Caribe. E veja também: STF publica ata de julgamento com rejeição a recursos de Bolsonaro; veja próximos passos. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Poder360)

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