O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou nesta terça-feira (11) o aumento do valor máximo de imóveis financiados pelo Minha Casa, Minha Vida. As novas faixas são:
Grandes metrópoles (população acima de 750 mil): de R$ 264 mil para R$ 275 mil (alta de 4%);
Metrópoles médias (100 mil a 300 mil habitantes): de R$ 225 mil para R$ 240 mil (aumento de 7%);
Capitais regionais (100 mil a 300 mil habitantes): de R$ 220 mil para R$ 235 mil (alta de 7%).
A atualização beneficia famílias das faixas 1 e 2, com renda mensal de até R$ 4.700, em 263 municípios, segundo o governo. Para 2025, o Ministério das Cidades projeta a contratação de 660 mil unidades habitacionais.
Em paralelo, a Caixa Econômica Federal anunciou o retorno do financiamento de 80% do valor do imóvel pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e a criação de uma nova linha de crédito atrelada ao CDI, voltada a imóveis residenciais acima de R$ 1,5 milhão ou clientes que já possuam financiamento ativo.
A modalidade oferece prazo de até 360 meses, taxa anual baseada no CDI e sistema de amortização constante (SAC), com entrada mínima de 30%, sem utilização de recursos do FGTS.
O presidente da Caixa, Carlos Vieira, ressaltou que as medidas, somadas às recentes ações do governo, ‘estimulam’ o setor da construção civil e ampliam as opções de financiamento habitacional.
Segundo ele, o aumento do teto do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) para R$ 2,25 milhões, aprovado pela Câmara dos Deputados, reforça o papel do banco na expansão do crédito imobiliário.
O anúncio do pacote habitacional coincide com a alta demanda por crédito no país: de janeiro a outubro, a Caixa concedeu R$ 185 bilhões em financiamentos imobiliários usando poupança e FGTS, um crescimento de 21% em relação ao mesmo período de 2024.
Com isso, a Caixa limitou o financiamento com recursos da poupança a imóveis de até R$ 1,5 milhão e reduziu de 80% para 70% o loan to value, medida que limita o valor financiado em relação ao preço do imóvel.
As mudanças do Minha Casa, Minha Vida, combinadas à nova linha de crédito CDI, reforçam a estratégia do governo federal de ampliar o acesso à moradia a menos de um ano das eleições. (Foto: EBC; Fonte: CNN)

