Setor de café analisa dois caminhos para escapar de tarifa dos EUA

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O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) terá uma nova reunião nesta sexta-feira (7) com Geraldo Alckmin, em Brasília, para discutir soluções diante das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras.

Segundo o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, estão em debate duas estratégias principais. A primeira seria solicitar uma suspensão provisória das tarifas por 90 dias, até que Brasil e EUA avancem em um acordo comercial permanente. A segunda alternativa busca ampliar as isenções por setor, incluindo o café entre os produtos beneficiados.

“O que estamos falando para as nossas autoridades é apostar nos produtos mais fáceis de serem isentados pelos EUA, para que sejam isentos imediatamente. No caso do café, há um interesse mútuo na isenção. Em um segundo momento a gente ajudaria a isentar os outros produtos”, explicou Matos.

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) firmou, pela primeira vez, um acordo para devolução de valores cobrados indevidamente em operações de empréstimo consignado. O termo de compromisso, assinado com o Banco BMG, garante a restituição de aproximadamente R$ 7 milhões. Saiba mais!

O Banco Central (BC) informou que ainda existem R$ 10,56 bilhões de dinheiro esquecido nas instituições financeiras. O sistema do BC permite que pessoas físicas — inclusive falecidas — e empresas consultem se deixaram dinheiro em bancos, consórcios ou outras instituições. Saiba detalhes!

Ele destacou ainda que o café foi um dos itens com maior alta de preço nos Estados Unidos no último ano. De acordo com dados de inflação norte-americanos, o café instantâneo subiu 21,7% em 12 meses até setembro, enquanto o café torrado e moído teve aumento de 18,9% no mesmo período.

As tarifas já impactam fortemente as vendas do Brasil para o mercado americano. Conforme o Cecafé, as exportações caíram 46% em agosto e 52,8% em setembro, o que fez os EUA perderem posição entre os principais destinos do café brasileiro. E ficar fora do mercado americano pode acabar abrindo espaço para outros exportadores, e retomar o antigo posto pode não ser tarefa fácil.




“Temos contratos em aberto, contratos sendo postergados, contratos sendo cancelados. E muitas vezes o importador assume metade da tarifa, para não perder a participação no blend de cafés dos clientes”, relatou Matos.

Paralelamente, entidades do setor aproveitaram a Semana Internacional do Café para relançar a marca institucional “Cafés do Brasil”, em evento que reuniu a Abic, Abics, CNA, Cecafé, CNC, BSCA e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Essa nova marca inaugura um novo capítulo para o ecossistema Cafés do Brasil. Esse rebranding resgata nossa identidade, nossa essência, ele celebra 300 anos de produção de café no Brasil”, afirmou Pavel Cardoso, presidente da Abic.

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Já Aguinaldo Lima, diretor de relações institucionais da Abics, ressaltou a importância da reformulação para fortalecer a imagem do produto no exterior. “Se a gente tem condições e produz de forma ambientalmente correta, socialmente correta, a gente só precisa contar isso”, declarou.

Os preços internos também refletem a movimentação do mercado. De acordo com o Cepea/Esalq, o café arábica iniciou novembro com alta de 2,99%, cotado a R$ 2.272,55 por saca de 60 quilos. O robusta subiu 2,07%, alcançando R$ 1.434,97 por saca.

Em outubro, as duas variedades registraram oscilações expressivas, influenciadas pela expectativa de exclusão do grão da lista de produtos tarifados pelos EUA, pelas condições climáticas no Brasil e no Vietnã e pelo cenário de oferta limitada. (Foto: PixaBay; Fonte: Globo Rural)

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