O Santander Brasil (SANB11) tem mantido conversas com o Banco Central para apoiar a integração do parcelamento via Pix com a oferta de Pix no cartão, afirmou o presidente-executivo do banco, Mario Leão, nesta quarta-feira, durante conferência de resultados.
“A gente tem defendido com o Banco Central de que o Pix parcelado e no cartão não deveriam ser necessariamente trilhas separadas e jornadas separadas e limites separados”, disse Leão.
Para ele, a modalidade deve ser definida pelos bancos e pelas plataformas digitais, criando um procedimento integrado e fluido. “Com isso, a convergência com o cartão nos parece como uma indústria bastante óbvia”, acrescentou. O BC deve publicar nos próximos dias a regulamentação oficial sobre o parcelamento via Pix.
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Leão destacou que o serviço de pagamentos com Pix no cartão, lançado no final de agosto, ainda não impactou os resultados de setembro, mas espera que a ferramenta permita a construção de uma carteira relevante ao longo do semestre. “A gente está, no fundo, concedendo mais crédito para pessoas que não tomavam conosco.”
Faturamento
No terceiro trimestre de 2025 (3T25), o Santander Brasil registrou lucro líquido gerencial de R$ 4 bilhões, crescimento de 9,4% em relação ao mesmo período do ano anterior e 9,6% acima do reportado no trimestre anterior.
A média das estimativas de analistas compiladas pela LSEG apontava lucro de R$ 3,71 bilhões. Já o lucro contábil alcançou R$ 3,944 bilhões, aumento de 11,2% na comparação anual e de 9,8% em relação ao 2T25.
A margem financeira bruta somou R$ 15,2 bilhões no trimestre, recuo de 0,1% na comparação anual e de 1,2% frente ao trimestre anterior. O banco atribuiu o desempenho a fatores como maior número de dias úteis e sensibilidade negativa ao aumento da taxa de juros, parcialmente compensada pelo crescimento da margem de clientes, influenciada pelo mix e disciplina de preços.
O retorno sobre patrimônio líquido anualizado (ROAE) atingiu 17,5%, avanço de 0,5 ponto percentual na base anual e 1,2 ponto percentual na base trimestral.
A receita total do banco chegou a R$ 20,760 bilhões, elevação de 1,0% em relação ao 3T24 e aumento de 0,8% frente ao trimestre anterior. As despesas gerais somaram R$ 6,4 bilhões, redução de 0,5% na base anual, mas aumento de 0,2% no comparativo trimestral.
A carteira de crédito ampliada totalizou R$ 688,8 bilhões, crescimento de 3,8% sobre o mesmo período do ano anterior e 2% em relação ao 2T25. Já o resultado de PDD (provisões com devedores duvidosos) atingiu R$ 6,524 bilhões, aumento de 10,9% na comparação anual, impactado pelos juros altos, que elevam o endividamento das famílias e geram mais pedidos de recuperação judicial.
“A comparação anual também é impactada pelas mudanças no modelo de provisionamento promovido pela Resolução CMN nº 4.966/21, adotada a partir de 2025”, explicou o banco.
Os ativos totais do Santander fecharam setembro de 2025 em R$ 1,253,9 trilhão, queda de 2,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. (Foto: reprodução; Fonte: InfoMoney)

