Açougue de Goiânia dribla Justiça após proibição de cartaz contra petistas

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Após determinação da Justiça, um açougue de Goiânia foi obrigado a remover materiais publicitários que exibiam a frase “petista não é bem-vindo”.

A decisão partiu do juiz da 23ª Vara Cível da capital goiana, que entendeu que a mensagem feria “os direitos fundamentais de parcela indeterminável da população e consumidores que compartilham a convicção político-partidária discriminada”.

No entanto, no dia seguinte ao cumprimento da ordem, o local substituiu a frase original por outra: “Ladrão aqui não é bem-vindo. Quem apoia ladrão também não.”. Veja ao fim da reportagem.

A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), que apontou caráter discriminatório na conduta. O magistrado alertou ainda para o risco de que episódios semelhantes se espalhem, “gerando efeito multiplicador da conduta discriminatória e aprofundando a polarização social, em desrespeito aos valores democráticos”.

Além da retirada dos cartazes, o açougue foi obrigado a excluir as mensagens das redes sociais e a não repetir publicações semelhantes, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 100 mil. O descumprimento também pode gerar responsabilização criminal.

Embora as mensagens tenham desaparecido das plataformas digitais, o açougueiro manteve outro tipo de manifestação: as carnes seguem sendo vendidas embaladas com imagens de Bolsonaro (PL) e do presidente norte-americano Donald Trump.

Não é a primeira vez que o estabelecimento se envolve política. Em 2022, durante a campanha presidencial, o açougue promoveu uma oferta de picanha a R$ 22 o quilo para clientes que vestissem a camisa da Seleção Brasileira, em referência ao número de urna de Bolsonaro. A iniciativa, contudo, também foi barrada pela Justiça Eleitoral. (Foto: reprodução; Fonte: UOL)

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