O resultado do primeiro turno das eleições deve ampliar, em 2027, o embate entre o PL e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com reportagem da CNN, a avaliação dentro do partido é de que não há interesse em um eventual acordo político que envolva a Corte e que o impeachment do ministro Alexandre de Moraes continuará entre as prioridades da legenda no Senado.
A possibilidade de um processo contra o ministro Flávio Dino também é considerada, dependendo de sua atuação após o segundo turno e dos desdobramentos de investigações sob sua responsabilidade.
Segundo integrantes do entorno de Flávio Bolsonaro, revela a CNN, houve nesta segunda-feira (5) a percepção de sinais de aproximação vindos de setores do STF.
Na interpretação desse grupo, os movimentos poderiam indicar a disposição para construir uma saída negociada envolvendo temas de Justiça, como a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro e a anistia dos condenados pelos atos de ‘8 de janeiro’.
A defesa de Jair Bolsonaro apresentou um novo pedido de revisão criminal no STF. O relator do caso, ministro Kassio Nunes Marques, indicou que pretende levar o processo ao plenário depois do segundo turno.
Outro movimento observado pelo grupo político de Flávio Bolsonaro foi a manifestação do ex-presidente Michel Temer em apoio à candidatura do senador antes de outros partidos e candidatos derrotados no primeiro turno.
Temer foi responsável pela indicação de Alexandre de Moraes para o STF, em 2017, e mantém relações políticas com integrantes da família Bolsonaro.
Apesar desses movimentos, a orientação predominante no PL é não negociar diretamente com Moraes. A preferência, segundo integrantes do partido, seria deixar que o próprio Supremo avalie eventuais questões envolvendo o ministro, incluindo uma investigação relacionada à sua relação com o empresário Daniel Vorcaro.
Dependendo dos resultados dessa apuração, o afastamento temporário de Moraes também é citado como possibilidade.
O partido trabalha, paralelamente, com a hipótese de levar adiante um processo de impeachment contra Moraes no Senado no próximo ano.
O novo cenário da Casa aumentou a capacidade de articulação do grupo bolsonarista, embora ainda não haja os votos necessários para a abertura do processo. São exigidos 54 dos 81 senadores, enquanto levantamentos sobre a futura composição apontam 49 votos alinhados ao grupo.
A diferença de cinco votos significa que o grupo precisaria conquistar apoio de senadores que não integram a base bolsonarista para atingir o quórum de dois terços exigido para o impeachment de um ministro do STF.
Flávio Dino também poderá entrar no foco do PL. A legenda avalia sua atuação em investigações relacionadas às eleições e às emendas parlamentares como um dos fatores que podem determinar se haverá uma iniciativa contra o ministro. E mais: Vídeo de cartório ‘transferindo votos’ viraliza. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: CNN)
🚨URGENTE – CNN diz que PL rejeitou acordão e quer impeachment de Alexandre de Moraes e Flávio Dino https://t.co/fvBNcnXHLz
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) October 6, 2026

