PF investiga se privatização de refinaria da Petrobras tem relação com ‘presentes’ recebidos por Bolsonaro

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A Polícia Federal (PF) irá apurar se a privatização da antiga Refinaria Landulpho Alves (RLAM), realizada em 30 de novembro de 2021, tem alguma ligação com os presentes que o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu durante uma viagem oficial aos Emirados Árabes. A informação foi divulgada pela jornalista Andreia Sadi, da Globo News, nesta sexta-feira (5). Presentes são costumeiramente ofertados a chefes de estado do mundo inteiro quando visitam outras nações.

A venda da RLAM, localizada em São Francisco do Conde, na Bahia, e seus ativos associados para o grupo de investimentos Mubadala Capital, sediado nos Emirados Árabes e pertencente à família real, ocorreu há cerca de dois anos.

O grupo presenteou o governo brasileiro com um relógio, esculturas e armas. Na época, a transação foi concluída com o pagamento de US$ 1,8 bilhão (R$ 10,1 bilhões), e a empresa Acelen, criada pelo grupo Mubadala Capital para a operação, assumiu a gestão a partir de 1º de dezembro. Com a venda, a RLAM passou a ser chamada de Refinaria de Mataripe.

Entretanto, na última quinta-feira (4), a Controladoria-Geral da União (CGU) publicou um relatório apontando que a avaliação do valor de mercado da refinaria foi realizada em um momento em que os valores estavam impactados pela pandemia, o que poderia ter afetado a avaliação do seu valor. O relatório destacou que a pandemia e a turbulência econômica geraram riscos e incertezas para o setor do petróleo e a economia mundial.

O Projeto Phil, que envolvia a alienação integral de oito refinarias, tinha como objetivo permitir que a Petrobras direcionasse seus investimentos para a exploração e produção em águas profundas, como o pré-sal. Devido à avaliação negativa do mercado, a Petrobras adiou a venda de sete refinarias, exceto a Refinaria Landulpho Alves.

O relatório da CGU mencionou que a venda da RLAM não foi realizada de forma apropriada, gerando risco de impacto negativo no resultado financeiro. No entanto, os valores negociados na venda foram mantidos em sigilo a pedido da Petrobras.

A jornalista Andreia Sadi destacou que a Polícia Federal está investigando a situação, mas até o momento o órgão não apresentou provas que relacionem os presentes recebidos por Bolsonaro à venda da refinaria. E veja também: De volta à CBF, Ednaldo Rodrigues demite Diniz do cargo de técnico da Seleção. Clique AQUI para ver.


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Fonte: G1
Foto: Agência Brasil

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