Agora, Lula quer tirar do presidente a indicação dos Ministros do STF

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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira que Luiz Inácio Lula da Silva pretende alterar as regras para a escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de outras cortes superiores.

Segundo ele, a proposta é retirar do chefe do Executivo a prerrogativa de fazer essas indicações e transferir a decisão para a sociedade civil.

Em entrevista ao programa SBT News, Edinho afirmou que “a ideia é transferir a escolha para a sociedade civil”. De acordo com o dirigente petista, Lula pretende discutir o formato da mudança com juristas e representantes de diferentes setores da sociedade antes de definir como seria o novo modelo.

“O presidente Lula quer mudar a legislação brasileira para que saia da mão do presidente da República a indicação de ministro do Supremo e de tribunais superiores”, declarou Edinho.

A proposta também inclui, segundo o presidente do PT, a criação de mandatos com duração determinada para os integrantes do Judiciário. Edinho ressaltou que o projeto ainda está em fase de discussão e precisaria ser detalhado antes de avançar.

Apesar disso, afirmou que “uma coisa Lula tem certeza: vai mudar, quer mudar o Poder Judiciário brasileiro”.

Como a alteração dependeria de mudanças na legislação, uma eventual implementação ocorreria apenas caso Lula conquiste um novo mandato e consiga aprovar as medidas no Congresso Nacional. Mudanças em leis federais dependem de aprovação do Legislativo.

A declaração ocorre em meio a uma tentativa da campanha de Lula de apresentar uma nova abordagem para o segundo turno e reduzir a associação do presidente com a crise envolvendo o STF e o Banco Master.

Levantamento do Datafolha apontou que 38% dos eleitores consideram Lula o candidato mais prejudicado pelo episódio, enquanto 31% atribuíram o maior impacto negativo a Flávio Bolsonaro (PL).

Ao mesmo tempo, a campanha petista deverá intensificar os ataques ao adversário. Na entrevista, Edinho associou Flávio ao crime organizado e afirmou que o candidato do PL “não tem condições de debater segurança pública” por supostamente manter vínculos com milicianos.

“De um lado, um presidente que já mudou muito o Brasil e, portanto, tem credibilidade para hoje dizer que vai continuar mudando o Brasil. (…) Do outro lado, nós temos uma liderança que carrega com ela um histórico de relação com o crime organizado. São dois países totalmente distintos”, disse o presidente do PT ao SBT News.

A estratégia segue a linha defendida por Marco Aurélio de Carvalho, um dos coordenadores da campanha petista.

Em entrevista ao UOL na segunda-feira, ele afirmou: “Não acredito que possa ter uma bala de prata maior do que um candidato que é mais bandido do que o próprio pai, que tem 61 milhões de motivos [alusão aos R$ 61 milhões pagos por Daniel Vorcaro para o filme ‘Dark Horse’, sobre a vida de Jair Bolsonaro] para não votar nele, que condecorou miliciano”.

Edinho também avaliou que a disputa do segundo turno precisa ser tratada como uma nova fase da eleição. Para ele, “o segundo turno é uma outra eleição, totalmente diferente daquela que aconteceu no primeiro turno”.

O presidente do PT disse que a campanha pretende concentrar esforços em regiões e grupos nos quais Lula ainda teria espaço para ampliar sua votação.

“O presidente Lula tem uma margem imensa de crescimento de voto no nordeste e no sudeste, em determinados segmentos sociais e entre os eleitores que não compareceram às urnas”, afirmou. E mais: PL domina eleição para deputado e faz os mais votados em 11 estados. Clique AQUI para ver. (Foto: STF; Fonte: UOL)

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