Lula: a “sensação” de preço caro é porque “estamos comprando mais”

direitaonline




Em entrevista à TV Record, presidente afirmou que brasileiros estão comprando mais e defendeu educação financeira; petista também criticou provocação de Flávio Bolsonaro sobre picanha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (23) que a percepção de que os produtos estão mais caros no país está relacionada, entre outros fatores, à mudança nos hábitos de consumo da população. Em entrevista à TV Record, o petista também citou os juros elevados e o aumento das compras como razões para a sensação de alta nos preços.

Durante a conversa com a jornalista Mariana Godoy, Lula reconheceu que a taxa Selic permanece em um patamar elevado, mas afirmou que é preciso evitar informações que, segundo ele, não correspondem à realidade.

“O mundo do consumo mudou. Eu estava discutindo com a Janja antes de vir para cá para a entrevista. Hoje, uma mulher, um rapaz, está passando o dedo no celular, e vê propaganda para comprar qualquer coisa, muito barato, R$ 5, R$ 15, R$ 20, e ele vai comprando, ele não se dá conta que tem que somar aquilo e que, no fim do mês, ele gastou o que não estava previsto”, disse.

O presidente afirmou ser favorável ao aumento do consumo, mas defendeu que os gastos estejam de acordo com a renda de cada pessoa. Para um eventual quarto mandato, Lula disse que pretende discutir medidas voltadas à educação financeira da população.

“Eu sou favorável que o povo consuma, mas o povo tem que consumir o quanto ele ganha”, declarou.

Ao explicar sua avaliação sobre o custo de vida, Lula voltou a relacionar a percepção dos preços aos juros e ao comportamento dos consumidores.

“Por que a sensação está cara? Está caro porque mudou o nosso hábito, porque os juros estão caros e porque estamos comprando mais coisa, utilizando mais coisa”, afirmou.

O petista também sugeriu a criação de um programa de educação de economia popular. Segundo ele, orientar a população sobre como administrar o dinheiro poderia contribuir para uma melhora na situação financeira das famílias.

“As pessoas têm que aprender [educação financeira], se elas cuidarem disso, a gente vive bem”, afirmou.

Na entrevista, Lula ainda apresentou números de sua administração e fez comparações com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o atual presidente, os indicadores mostram uma melhora na situação do país durante sua gestão.

Na semana anterior, Lula já havia afirmado que não é necessariamente contrário ao endividamento, desde que o dinheiro tomado emprestado seja utilizado para melhorar a qualidade de vida ou ampliar o patrimônio.

“Eu não sou contra as pessoas de estar endividada. Eu sou contra as pessoas estarem endividadas por uma dívida que não tem o objetivo de crescimento, da melhoria da qualidade de vida deles ou que não tenha um crescimento do patrimônio da pessoa que fez a dívida, porque a dívida para crescer o patrimônio, ela é boa, é necessária”, disse o presidente, ao fazer referência a débitos relacionados a jogos de azar.

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Agora: Veja condomínio de luxo onde mora Lulinha em Madrid, na Espanha

O filho mais velho de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, vive em um dos bairros mais valorizados de Madri, na Espanha. A informação contrasta com uma declaração feita em 5 de agosto pelo vice-presidente do PT, Washington Quaquá, que afirmou que o […]