A Justiça Federal determinou, nesta quinta-feira (23), a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira e outros 33 investigados por suposto envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado.
A nova decisão ocorre após a Polícia Federal apresentar outro pedido à Justiça, logo depois de o ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça, conceder habeas corpus que resultou na soltura dos suspeitos.
Segundo a PF, medidas cautelares alternativas seriam insuficientes neste caso.
O órgão argumenta que a liberdade dos investigados poderia comprometer a ordem pública e prejudicar a coleta de provas, justificando a necessidade da prisão preventiva.
Os funkeiros e influenciadores haviam sido detidos temporariamente no dia 15 de abril durante a operação “NarcoFluxo”.
As investigações apontam para a atuação de uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro oriundo do tráfico internacional de drogas, exploração de apostas ilegais e rifas digitais. O esquema teria movimentado cerca de R$ 260 bilhões.
Inicialmente, a PF solicitou prisões temporárias de até cinco dias. No entanto, a Justiça de primeira instância determinou detenção por 30 dias, o que levou a defesa a questionar a medida por considerá-la desproporcional. O habeas corpus concedido pelo STJ chegou a beneficiar todos os investigados.
Com a nova decisão da Justiça Federal, porém, os suspeitos permanecem presos. O advogado Felipe Cassimiro, que atua na defesa de MC Ryan, criticou a nova medida e afirmou esperar que ela seja rejeitada.
“Causa perplexidade o caráter manifestamente extemporâneo do pedido. Se presentes estivessem, desde antes, os requisitos da preventiva, por que ela não foi requerida no momento oportuno?”, questionou.
Já a defesa de Raphael Sousa Oliveira informou que pretende recorrer, alegando que a decisão não apresenta justificativas específicas sobre a necessidade da prisão preventiva no caso. E mais: Moraes manda PGR se manifestar sobre possibilidade de cirurgia de Bolsonaro. Clique AQUI para ver. (Foto: redes sociais; Fonte: CNN)

